Plano de estudo de médio e longo prazo

Estudar para concurso não é algo que se faz em uma ou duas semanas. Exige constância, disciplina, determinação para executar um projeto de estudo que pode durar meses ou até anos. Mas é importante que esse plano seja bem estruturado (e revisto com uma certa frequência) pra que a gente se mantenha com motivação e aproveitamento.

É possível esgotar conteúdo?

Olha, eu acredito que não. Primeiro porque o conteúdo é muito extenso, mesmo se a gente considerar “apenas” os conhecimentos específicos. Segundo, porque cada banca e cada órgão dá um viés diferente ao conteúdo cobrado e pode incluir ou excluir disciplinas conforme a importância para sua atuação profissional. Terceiro, porque todo dia tem gente criando coisa nova, que pode vir a ser cobrada em concurso a qualquer momentos.
Por essas e outras que não existe a menor possibilidade de você começar a se inscrever para provas apenas quando já tiver esgotado o conteúdo ou completado metade do seu planejamento. Ele é contínuo. Você não estuda pra passar para a vaga dos seus sonhos. Você estuda até passar para a vaga dos seus sonhos.

E é melhor um conhecimento raso sobre todos os aspectos ou conhecimento profundo sobre apenas alguns deles?

Minha opinião: melhor ter um conhecimento raso sobre várias paradas do que profundo sobre uma só. O que não significa que você deve continuar com conteúdo raso o tempo todo. O esquema é: vá aprofundando em todos os assuntos ao mesmo tempo. Mantenha um ritmo de estudo em que você tenha um bom grau de conhecimento sobre tudo, e não sobre uma ou duas disciplinas. Não dá pra passar 2 ou 3 meses estudando apenas catalogação e depois começar com outra disciplina. Ao longo desses três meses você deve dedicar um tempinho para cada disciplina. E isso inclui conhecimentos gerais também.

Nossa, mas vai falta tempo…

Sempre vai faltar tempo pra tudo na vida. O dia tem 24 horas para todo mundo, mas sempre parece que nosso dia não está sendo aproveitado… Aqui nesse outro texto (https://santabiblioteconomia.com/2015/11/19/eu-nao-passo-em-concurso-porque-nao-tenho-tempo/) eu falo um pouco sobre organização do tempo. Se você estiver com algum problema desse tipo, recomendo que faça uma leitura rápida lá!

Mas como estudar? Texto, exercício, revisão… Parece muita coisa!

Parece e é. Mas não tem muita opção: você precisa de fonte de informação (seja ela texto, aula, videoaula, etc), precisa praticar e precisa revisar tudo de tempos em tempos.
O ideal é que você consiga mesclar um pouco de cada para garantir bons resultados.

Tá, mas como eu consigo isso?

Bem, existem várias opções de material escrito, cursos e videoaulas para conhecimentos gerais e de uns tempos para cá surgiram boas opções em Biblioteconomia, também. Mas creio que tão importante quanto isso é incluir essas atividades de maneira equilibrada em sua agenda. Pra isso, a gente vai disponibilizar uma planilha para acompanhamento de estudo. É só clicar AQUI!

TALITA JAMES

– Bibliotecária formada pela Universidade de Brasília, trabalha atualmente no Supremo Tribunal Federal e é mestranda em Ciência da Informação na Universidade Federal de São Carlos. É colaboradora do Santa Biblioteconomia escrevendo no blog e ministrando cursos. Carioca de nascimento, brasiliense de carreira, cidadã do mundo por opção. Na biblioteca fala baixo e fora dela, toca.

Anúncios

Músicas para estudar

Um monte de gente gosta, um monte de gente não dá conta. Mas a verdade é que a música pode alterar (para o bem e para o mal) o comportamento do nosso cérebro.

Um tempo atrás, uma querida amiga minha me enviou 3 áudios que ela disse que eram excelentes para aumentar a concentração durante os estudos. Eu ouvi e confesso que ajudaram tanto, mas tanto, que senti necessidade de entender o que estava acontecendo.

Eram músicas do sistema hemi-sync (sincronização hemisférica), uma das descobertas de Robert Moroe. O cara era muito cabuloso e estudou a influência de ondas de rádio no cérebro e na aprendizagem. Daí chegou a esse modelo que se utiliza de ondas alfa, beta, gama, teta e delta sincronizadas em ambos os hemisférios cerebrais. E olha que louco: cada tipo de onda tem uma função específica:

Alfa: Inspiração – concentração – intuição
Beta: Alerta – concentração – cognição
Gama: Relaxamento – visualização – criatividade
Teta: Meditação – intuição – memória
Delta: Cura – sono – rejuvenescimento

– Tá. Mas e dai?

Daí que uma vez que os dois hemisférios do cérebro estão sincronizadinhos, o nosso poder de concentração aumenta. E com isso a capacidade de aprender também aumenta. Eu costumo sentir até cosquinha no cérebro depois de alguns minutos ouvindo esse tipo de música =)

– Tá, mas eu não dou conta de ouvir música estudando.

Não precisa, Você pode ouvir por uns 10 minutos, antes de estudar. E sempre que sentir necessidade, para um pouco, escuta mais 5 minutinhos, e volta a estudar. Pra quem consegue estudar ouvindo música, é show.

São músicas que tem um efeito ainda mais interessante se você ouvir com fones. Desligando mesmo do ambiente externo e deixando a música agir. Elas também são legais para fazer meditação ou relaxar depois de um dia mais estressante. Mas pra estudar, são perfeitas!

– Ta. E onde eu acho isso?

Olha, pesquisando por Hemi-sync no YouTube você acha bastante coisa. Mas como aqui é TRABALHO, vou deixar o link de uma playlist no spotify que é bem maneirinha: https://open.spotify.com/user/coopertuck/playlist/5VIoNZxIZ4czRGQTeo98B0

Bons estudos!

TALITA JAMES

– Bibliotecária formada pela Universidade de Brasília, trabalha atualmente no Supremo Tribunal Federal e é mestranda em Ciência da Informação na Universidade Federal de São Carlos. É colaboradora do Santa Biblioteconomia escrevendo no blog e ministrando cursos. Carioca de nascimento, brasiliense de carreira, cidadã do mundo por opção. Na biblioteca fala baixo e fora dela, toca.

Pílulas de ABNT – Normas mais cobradas!

Vamos começar uma série nova aqui no Santa! Vamos falar de normas ABNT, mantendo nosso jeitinho leve e debochado, porque só assim pra gente conseguir lidar com esse tema tão certinho…
Toda semana teremos um post novo com alguma dica sobre como esse conteúdo é cobrado em provas. E vamos começar com a cobrança mais estúpida irritante possível: número-título.
Várias bancas cobram que os candidatos saibam os números que identificam cada norma, então, vamos deixar aqui uma tabelinha da alegria com as mais cobradas:

– Ah, James, mas isso não me ajuda tanto!
– Calma, fi!

Como a gente é bacana, você pode baixar AQUI um jogo da memória pra decorar os números, títulos e objetivos de cada norma. Você deve imprimir o arquivo na opção “frente e verso” e num papel de gramatura maior! Beijos e bons estudos!

TALITA JAMES

– Bibliotecária formada pela Universidade de Brasília, trabalha atualmente no Supremo Tribunal Federal e é mestranda em Ciência da Informação na Universidade Federal de São Carlos. É colaboradora do Santa Biblioteconomia escrevendo no blog e ministrando cursos. Carioca de nascimento, brasiliense de carreira, cidadã do mundo por opção. Na biblioteca fala baixo e fora dela, toca.

Tem redação… E agora?

Quando eu comecei a estudar pra concurso, meu desespero era ver no edital que haveria prova discursiva. Fossem questões discursivas ou um texto dissertativo, meu coração já apertava e eu achava que não tinha chance. Até que eu aprendi a fazer um “esqueleto de texto”, que ninguém nunca tinha me ensinado nem na escola, nem na graduação, e MUDOU MINHA VIDA! O conceito é todo muito simples, e aposto que um bocado de gente já faz. Mas acho que nem todo mundo conhece, e né? Vai que é útil pra alguém…

Quando a gente monta um “esqueleto de texto” a gente cria uma estrutura bem sólida que orienta o texto e evita que a gente escreve demais ou até “demenos”. A estrutura como a do corpo humano: cabeça, corpo, membros. Só que pra fingir que eu sou muito formal, vamos chamar esses carinhas de INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO (que aí a gente já relembra os elementos textuais de trabalhos acadêmicos e estuda a NBR14724. Aqui é MULTIFUNÇÃO, meus amigos!).

Quando pensamos na introdução de um texto podemos pensar no trailer de um filme: é um mostra-não-mostra, que dá aquele leve spoiler… Ele não conta tudo, mas mantém o leitor interessado! Esse é o momento de apresentar o seu PONTO DE VISTA e a sua MOTIVAÇÃO para escrever o texto. Sabe?
– Não.
Calma. Já vai ficar mais claro.
Você chega lá pra fazer a prova, corre pra ver sobre o que essa galera tanto quer que você escreva. Momento de fazer teu brainstorm!
– Favor parar com os estrangeirismos.
– Ok.

Rabisca num canto do papel qual é a tua opinião, o teu ponto de vista sobre o assunto, o aspecto que você acha relevante na discussão proposta pela banca… Essa é a chave da introdução desse texto! Mas não comece a escrever ainda. Porque essa tempestade de ideia precisa continuar.

Pense! Pense e identifique 3 argumentos que corroboram/justificam o teu ponto de vista. Se você consegue identificar mais de 3, anote TODOS. Depois identifique quais são os mais fortes ou sobre quais você consegue escrever melhor. Escolha os 3 campeões e reserve.
Chegou a hora de conquistar o mundo. MENTIRA! Jamais tente conquistar o mundo numa conclusão de texto. Esse é o momento de resumir o que foi apresentado, e – dependendo da questão – apresentar uma solução. Escreve as palavras chaves para isso e reserve também.
Esqueleto de texto deste texto (dá pra considerar um meta-esqueleto?)

WhatsApp Image 2018-04-25 at 15.36.12– Na prova não pode usar post-it =(

Aí você vai fazer a prova.
– Talita, a questão discursiva é a última da prova, eu já fiz a prova, cê tá louca?
– A questão ficar lá no final é igual receita de bolo. Depois que você misturou o fermento vem alguém e avisa que você deveria ter pré-aquecido o forno. ¬¬’ Mas a gente já tá malandro nisso. Fez o esqueleto ANTES da prova. Ok?
Pois bem. Faça a prova, saia pra tomar uma água, fazer um pipstop, qualquer coisa. Volte de cabeça leve e finalmente escreva. Esteja sempre com seu esqueleto no meio da tua cara na sua frente e acompanhe essa dinâmica que já tá pré-estabelecida. Escreveu? Vá revisar a prova objetiva.
– Talita, mas…
– Cara, é o lance do bolo, fermento, forno DE NOVO. Revisa a objetiva. Daí depois você revisa a redação.

Isso tudo é pra fazer com que você leia com outros olhos tanto as questões que você fez bem na louca ou aquelas em que você ficou com dúvida, quanto a redação que tá no forno bem quietinha crescendo. Não abre o forno antes da hora ou esse bolo vai solar!
Assim como a receita do bolo, os textos precisam ter equilíbrio. Visual e de conteúdo. O limite de linhas dado pela banca te dá uma orientação de como se comportar. Por quê? Vejamos.
O ideal é que você utilize NO MÍNIMO 50% do espaço disponível. A prova não é um tweet!
Parágrafos ocupam – geralmente – umas 5 linhas cada.

Se cada item do teu esqueleto virar um parágrafo, você tem uma redação de 25 linhas mais ou menos: 1 parágrafo para introdução, 1 para cada argumento do desenvolvimento e 1 para a conclusão (considerando que o limite costuma ser de 30 linhas, olha que coisinha mais graciosa que você tá fazendo, cara, que orgulho!)

Se o limite for de 60 linhas, você pode ser um pouco mais falastrão e estruturar suas ideias em 2 parágrafos para cada item do esqueleto!

Como o espaço é limitado, é bacana evitar aquelas frases muito longas, que levam o corretor do texto ao desespero. Ele não tá corrigindo só a sua prova, lembre-se disso.
Mas também é legal você mostrar que não saiu direto do segundo ano do ensino fundamental para a prova do concurso. Frases curtinhas, com sujeito + verbo + predicado, sem nenhum tipo de recurso extra, podem empobrecer bastante o seu texto.

No mais, em um texto dissertativo-argumentativo o que as bancas querem (geralmente) não é uma resposta certa. É ver a sua capacidade de argumentar a respeito da sua opinião sobre um assunto. Pode ver que a maioria dos temas não tem uma resposta certa e parece ser “de opinião”, mesmo. É diferente de uma questão discursiva, onde existe uma resposta certa que a banca quer ler, além de ver a sua capacidade de se expressar por escrito. Mas em ambos os casos, estruture sua resposta, utilize um vocabulário compatível com o seu nível de conhecimento, e com a formalidade necessária (mas que não deve ser excessiva) a este tipo de texto.

É assim que o sucesso vem!

TALITA JAMES

– Bibliotecária formada pela Universidade de Brasília, trabalha atualmente no Supremo Tribunal Federal e é mestranda em Ciência da Informação na Universidade Federal de São Carlos. É colaboradora do Santa Biblioteconomia escrevendo no blog e ministrando cursos. Carioca de nascimento, brasiliense de carreira, cidadã do mundo por opção. Na biblioteca fala baixo e fora dela, toca.

Impacto do Decreto n. 9262/2018 nos cargos e concursos para bibliotecário

Volteeeeei ao Santa! Hihi!

Antes de entrar no assunto desse texto, quero deixar bem claro que eu não tenho malvado favorito e não estou aqui para defender nem acusar, e muito menos para fazer campanha política.

Dito isso, vamos lá!

Na semana passada, o Presidente Temer assinou e mandou publicar o Decreto n. 9262/2018, que “Extingue cargos efetivos vagos e que vierem a vagar dos quadros de pessoal da administração pública federal, e veda abertura de concurso público e provimento de vagas adicionais para os cargos que especifica.”

Vi em alguns perfis em redes sociais um certo desespero e até um alarmismo sobre a notícia, já que o termo “bibliotecário” aparece no texto do decreto. Aí pedi licença pra Thalita Gama para invadir o espaço e contribuir com algumas explicações. =)

Ao contrário do que muitos entenderam, o decreto não acaba com absolutamente todos os cargos de bibliotecário da Administração Publica Federal, direta, autárquica e fundacional.

O texto do decreto é bem curto, e às vezes isso gera mais dificuldade do que um grande texto. Mas vamos tentar “destrinchar” esse texto?

  • Logo de cara o decreto apresenta um resumo do que ele faz:

“Extingue cargos efetivos vagos e que vierem a vagar dos quadros de pessoal da administração pública federal, e veda abertura de concurso público e provimento de vagas adicionais para os cargos que especifica.”

Acho que é JUSTAMENTE aqui que a confusão começa. Quando o legislador diz cargos, ele se refere a vagas específicas. E não às carreiras e funções como um todo.

  • O Art. 1º especifica que serão extintos os cargos vagos e que vierem a vagar e que estão descritos nos anexos 1 e 2, e os já vagos constantes no anexo 3.

Vamos olhar esses anexos?

O anexo I tem 3 tabelas: 1 para cargos de nível fundamental, 1 para cargos de nível médio e a última para cargos de nível superior. Essa é a que interessa pra gente, nesse momento.


As tabelas apresentam os cargos a partir de uma denominação de grupo. Para os cargos do Incra, a gente identifica que eles são do Incra porque a denominação de grupo diz isso claramente.

O que a gente precisa entender? Serão cinco vagas de bibliotecário, no Incra, que deixarão de existir. Quatro delas já estão vagas, e deixarão de existir a partir da entrada em vigor deste decreto (marcada para 21 de março de 2018). A outra vaga deixará de existir a partir da vacância (por exoneração ou aposentadoria) do servidor que a ocupa.

Ninguém vai ficar desempregado!

A outra vaga em questão é, talvez, a que tenha gerado um pouco mais de aflição. O fato da denominação de grupo não especificar a qual fundação ou autarquia pertence a vaga não significa que TODAS as vagas serão extintas. Trata-se de uma vaga, em um órgão que a gente não sabe qual é. Esta vaga também está ocupada e só deixará de existir após a vacância do servidor (por exoneração ou aposentadoria).

Ninguém vai ficar desempregado!

  • O decreto determina que não poderão ser abertas novas vagas ou concursos pra estes cargos, bem como o provimento de cargos em número maior ao previsto nos concursos que estão abertos ou no seu prazo de validade.

Isso significa que ainda que os órgão voltem a precisar dos perfis extintos, há de se ter paciência. O decreto não especifica o prazo de validade dessa determinação…

“Ah, Talita, mas são seis vagas a menos…”

São. E é triste que um órgão como o Incra não tenha profissionais da informação como profissionais estratégicos para a execução das suas atividades. É muito triste. Mas a gente precisa manter em mente que – nesse momento – são seis vagas a menos. E que poderia ser muito pior.

O decreto extingue uma série de cargos que já não fazem sentido dentro da estrutura da administração pública, mas ver que seis cargos de bibliotecário estão sendo considerados descartáveis é pra deixar a gente de orelha em pé, sim, e começar a mexer nossos pauzinhos no famoso advocacy que tem tanto sido comentado em eventos de biblioteconomia.

A perspectiva para 2018 já não era das melhores por ser este um ano eleitoral, que tem uma série de restrições na realização de licitações e concursos. Também sabemos da medida de congelamento orçamentário para os próximos anos, e uma das consequências é a redução nas contratações.

Mas não podemos nos deixar contaminar pelo alarmismo excessivo. Trabalhamos com informação e somos capazes de encontrar aquelas que nos ajudam a passar por essas dificuldades.

Serão seis vagas a menos para nós, mas nosso foco continua sendo estudar até passar. E para quem já passou, cabe a defesa da profissão por meio do desenvolvimento de produtos e serviços que mostrem a importância de ter gente tratando e mediando o acesso à informação.

Talvez esteja um pouquinho mais difícil, agora. Mas se a gente não fizer pela gente, quem fará? Continuem estudando, invistam em vocês mesmos. Façam cursos, simulados, montem grupos de estudo. Mantenham o foco. E tenham esperança.

Talita James

Concurseiro é tudo fitness

texto tataGosto de comparar a preparação pra concursos com a preparação física. Porque os dois envolvem tantas varáveis, e dependem tanto de disciplina, de autoconhecimento…

Voltar a estudar é como voltar a fazer exercícios depois de muito tempo parado. Por mais que a gente tenha tempo, grana, vontade, não dá pra chegar na academia e achar que vai puxar 300 quilos de ferro. Mesmo que a gente já tenha feito isso alguma vez na vida (eu nunca!).

Também não dá pra achar que, depois de um ano e tanto sem estudar, eu ia sentar na cadeira e estudar por 3 ou 4 horas seguidas, numa boa.

E é isso… Pra voltar ao meu ritmo eu estou tendo que me conhecer novamente. Estou reavaliando toda a minha rotina pra descobrir o que funciona atualmente pra mim, e o que não funciona. Melhores horários, melhores materiais, melhores esquemas.

Nesse período, além de reorganizar meu material, reler e resumir novamente os que já foi lido e resumido, antes de buscar novos conhecimentos, está sendo importante respeitar meus limites. Sei que passei por períodos em que minha cabeça e meu corpo aguentavam uma rotina de 12 horas de estudo (#FicaForte #FicaGrande #EspremeQueCresce não, pera…). Era o “intensivão” que antecedia cada uma das minhas “competições”. Óbvio que essa rotina se estendia por 25-30 dias, no máximo, e eu estava de férias do trabalho pra conseguir fazer isso…

Mas atualmente, não consigo sequer 2 horas na cadeira! Estou recomeçando e sei que tenho que retrabalhar todos os meus limites e estimular meu cérebro e meu corpo com as coisas queconsidero importantes e bacanas.

Mas as #DicasDaTata que eu deixo são:

  •  A qualidade do nosso estudo depende da nossa disciplina. Se o máximo que você consegue “treinar” hoje, com qualidade, é 1 hora, dedique-se muito nessa hora. São 30 minutos? Que sejam 30 minutos de verdadeiro estudo!

  •  Vá se cobrando para aumentar a “carga” de tempos em tempos.

  • Faça “avaliações” do seu desempenho, como na academia, a partir de provas antigas.

  •  A “academia” é importante, mas o resultado depende do que tá dentro da gente. escolha um cursinho, mas lembre-se que ele não garante a sua aprovação.

  •  “Equipamento” faz diferença: invista em material de qualidade, que esteja de acordocom as suas necessidades de estudo!

  • Por fim, alimente-se bem. Coma direitinho, conforme a nutricionista manda. (Nessa dica não tem analogia, não.)

E pra não perder o costume, música pra inspirar:

Pega a bic preta e pinta umas bolinhas.

Beijos!

Talita James

Sobre motivação e outras tretas…

colina-estrada-horizonte-nuvens-paisagem-Favim.com-266375Recentemente eu resolvi voltar a estudar pra concurso.

– MAS VOCÊ NÃO VAI PARAR NUUUUNNCAAAAA?????

– Não. Pela atenção, obrigada.

Eu tinha sossegado o meu faixo, quando voltei pra Brasília. A biblioteca do Supremo Tribunal Federal é excelente (inclusive, estudem pra vir pra cá, vale muito a pena!) e eu sou bem feliz, profissionalmente, aqui. As pessoas são incríveis, o ambiente é maneiríssimo, o trabalho que eu desenvolvo é surreal de tão bacana. Aliás, é isso: eu DESENVOLVO um trabalho. E isso me faz muito bem.

Mas eu nasci pra estudar. E a dinâmica de estudo pra concursos muito me encanta… Sério, não me agridam! Não me julguem! Eu gosto… E escrever sobre concursos, dar aulas, ajudar as pessoas a estudarem… Além de tudo isso me fazer bem, tudo isso exige preparo! E tomo como inspiração a discussão de Fernão Capelo Gaivota com a mãe dele, (aliás, leiam!)

“— Por quê, Fernão, POR QUÊ? — perguntava-lhe a mãe. — Por que é que lhe custa tanto ser como o resto do bando? Por que você não deixa os voos baixos para os pelicanos, para o albatroz? Por que não come? Filho, você está que é só pena e osso!  — Não me importo de estar só pena e osso, mãe. Eu só quero saber o que posso fazer no ar e o que não posso, é tudo. Só quero saber isso.”

Eu acho que sou capaz de voar mais alto e mais rápido.

Foi bom descansar, mas estou de volta às fichas, canetas e livros. E vou compartilhar com vocês as delícias e as mazelas desse processo de retorno e de conquistas!

E a DJ da biblioteca pediu pra avisar que:

 

Talita James