Concurseiro é tudo fitness

texto tataGosto de comparar a preparação pra concursos com a preparação física. Porque os dois envolvem tantas varáveis, e dependem tanto de disciplina, de autoconhecimento…

Voltar a estudar é como voltar a fazer exercícios depois de muito tempo parado. Por mais que a gente tenha tempo, grana, vontade, não dá pra chegar na academia e achar que vai puxar 300 quilos de ferro. Mesmo que a gente já tenha feito isso alguma vez na vida (eu nunca!).

Também não dá pra achar que, depois de um ano e tanto sem estudar, eu ia sentar na cadeira e estudar por 3 ou 4 horas seguidas, numa boa.

E é isso… Pra voltar ao meu ritmo eu estou tendo que me conhecer novamente. Estou reavaliando toda a minha rotina pra descobrir o que funciona atualmente pra mim, e o que não funciona. Melhores horários, melhores materiais, melhores esquemas.

Nesse período, além de reorganizar meu material, reler e resumir novamente os que já foi lido e resumido, antes de buscar novos conhecimentos, está sendo importante respeitar meus limites. Sei que passei por períodos em que minha cabeça e meu corpo aguentavam uma rotina de 12 horas de estudo (#FicaForte #FicaGrande #EspremeQueCresce não, pera…). Era o “intensivão” que antecedia cada uma das minhas “competições”. Óbvio que essa rotina se estendia por 25-30 dias, no máximo, e eu estava de férias do trabalho pra conseguir fazer isso…

Mas atualmente, não consigo sequer 2 horas na cadeira! Estou recomeçando e sei que tenho que retrabalhar todos os meus limites e estimular meu cérebro e meu corpo com as coisas queconsidero importantes e bacanas.

Mas as #DicasDaTata que eu deixo são:

  •  A qualidade do nosso estudo depende da nossa disciplina. Se o máximo que você consegue “treinar” hoje, com qualidade, é 1 hora, dedique-se muito nessa hora. São 30 minutos? Que sejam 30 minutos de verdadeiro estudo!

  •  Vá se cobrando para aumentar a “carga” de tempos em tempos.

  • Faça “avaliações” do seu desempenho, como na academia, a partir de provas antigas.

  •  A “academia” é importante, mas o resultado depende do que tá dentro da gente. escolha um cursinho, mas lembre-se que ele não garante a sua aprovação.

  •  “Equipamento” faz diferença: invista em material de qualidade, que esteja de acordocom as suas necessidades de estudo!

  • Por fim, alimente-se bem. Coma direitinho, conforme a nutricionista manda. (Nessa dica não tem analogia, não.)

E pra não perder o costume, música pra inspirar:

Pega a bic preta e pinta umas bolinhas.

Beijos!

Talita James

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Sobre motivação e outras tretas…

colina-estrada-horizonte-nuvens-paisagem-Favim.com-266375Recentemente eu resolvi voltar a estudar pra concurso.

– MAS VOCÊ NÃO VAI PARAR NUUUUNNCAAAAA?????

– Não. Pela atenção, obrigada.

Eu tinha sossegado o meu faixo, quando voltei pra Brasília. A biblioteca do Supremo Tribunal Federal é excelente (inclusive, estudem pra vir pra cá, vale muito a pena!) e eu sou bem feliz, profissionalmente, aqui. As pessoas são incríveis, o ambiente é maneiríssimo, o trabalho que eu desenvolvo é surreal de tão bacana. Aliás, é isso: eu DESENVOLVO um trabalho. E isso me faz muito bem.

Mas eu nasci pra estudar. E a dinâmica de estudo pra concursos muito me encanta… Sério, não me agridam! Não me julguem! Eu gosto… E escrever sobre concursos, dar aulas, ajudar as pessoas a estudarem… Além de tudo isso me fazer bem, tudo isso exige preparo! E tomo como inspiração a discussão de Fernão Capelo Gaivota com a mãe dele, (aliás, leiam!)

“— Por quê, Fernão, POR QUÊ? — perguntava-lhe a mãe. — Por que é que lhe custa tanto ser como o resto do bando? Por que você não deixa os voos baixos para os pelicanos, para o albatroz? Por que não come? Filho, você está que é só pena e osso!  — Não me importo de estar só pena e osso, mãe. Eu só quero saber o que posso fazer no ar e o que não posso, é tudo. Só quero saber isso.”

Eu acho que sou capaz de voar mais alto e mais rápido.

Foi bom descansar, mas estou de volta às fichas, canetas e livros. E vou compartilhar com vocês as delícias e as mazelas desse processo de retorno e de conquistas!

E a DJ da biblioteca pediu pra avisar que:

 

Talita James

Eu não passo em concurso porque não tenho material…

16872-NQT6EGOpa, tudo bem? Sou eu, de novo, pra falar sobre umas paradas aí meio desconfortáveis.

Eu acreditei, durante um tempo, que o que me faltava pra passar em concurso era material…

Olha… acho que até 2004, 2005 essa era até uma desculpa, viu? Mas mesmo assim, meio tosca.

É que… nós somos bibliotecários, sabe? A gente pode não ter a informação, lá, parada na nossa estante. Mas a gente sabe onde conseguir. Sabe, sim. A gente estudou. A gente trabalha com isso. A gente salva vidas/carreiras fazendo isso.

Aí a gente tem que colocar a mão na consciência e ver se o que tá faltando é material/grana mesmo, ou se é criatividade/motivação/disciplina.

Se for por falta de criatividade, esse post vai dar jeito. Mas se for falta de vergonha na cara, me manda um e-mail aí que eu faço o esculacho. #HueBR

– Ain, Talita, os livros são caros!

– Ain, Talita, mas os livros na nossa área estão esgotados!!! Os autores estão todos mortos e as viúvas não republicam as paradas…

– Ain, Talita, quase não tem curso pra gente!

– Ain, Talita, miabrassa! :________(

Parou, seus mimizento!

Credo, que mentira! Ok, tem muito livro bom esgotado mesmo. Mas dizer que geral morreu é bem exagerado.

Sei bem que dinheiro costuma ser um limitador pra tudo nessa vida… Mas eu tenho orientado minha vida pra utilizar cada vez MENOS (até buscando zerar mesmo!) o uso de fontes piratas do que quer que seja. Parei de baixar música e filme, por exemplo. E parei de tirar xerox de livros na íntegra.

E nessas horas a gente faz exercícios de criatividade. Se liga:

  • Muitos autores, antes de publicar seus livros, publicam ARTIGOS. E tem um monte de periódicos com textos integrais online, na nossa área mesmo! Quer ver? Seguem uns aqui…

    1. Revista Ciência da Informação – http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pid=0100-1965&lng=pt&nrm=iso

    2. Revista Perspectivas em Ciência da Informação – http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pid=1413-9936&lng=pt&nrm=iso

    3. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação – http://rbbd.febab.org.br/rbbd/issue/archive

    4. Cadernos de Informação Jurídica – http://cajur.com.br/index.php/cajur/issue/archive

  • Autores bons citam autores bons: se você não tem acesso ao texto original, procure artigos de autoria dos seus professores da faculdade, por exemplo. Geralmente, os principais conceitos, retirados dos autores consagrados, estarão nestes artigos também.

  • Algumas editoras estão vendendo os livros em formato digital por um preço um pouco mais acessível. A Editora Briquet de Lemos, por exemplo, faz isso. (Não é jabá, mas poderia ser. Alô, Briquet!!!)

  • Somos bibliotecários! Sabemos bem que o que não existe em nossas bibliotecas pode ser solicitado em outras bibliotecas, seja por COMUT, seja por projetos/programas de colaboração entre bibliotecários. Se você não está atuando, é provável que precise ir a alguma biblioteca no seu bairro pra utilizar o programa de comutação bibliográfica. Mas vale a pena.

  • Crie redes de colaboração. Empreste livros, pegue livros emprestados com seus amigos. Empreste seus resumos, leia o resumo dos outros. Quando estamos falando de estudo para concurso, concorrente só é concorrente na hora da prova. Sempre estudei em grupo, com colaboração e meu sucesso (e o dos colegas!) veio. Quanto mais a gente colabora, mais coisa boa vem pra gente.

  • Ainda sobre redes de colaboração: que tal combinar com 2 ou 3 colegas uma compra coletiva? Cada um escolhe um livro, e tem o prazo de 3 ou 4 semanas para estudá-lo. O grupo faz rodízio dos livros e todo mundo estuda 3 ou 4 livros pelo preço de um. (Fora que o compromisso sempre estimula a gente a cumprir metas!)

  • Lembre-se: dificilmente você vai estudar 200 livros de uma vez. Você não precisa ter acesso a todo o conteúdo ao mesmo tempo. Muito menos comprar. Se você tiver acesso a um livro, seja por meio de uma biblioteca ou porque um amigão emprestou, aproveite. Estude, faça um bom resumo, capriche nas anotações. É nisso que você vai basear suas revisões, não é mesmo?

  • Nem todos os livros são cobrados na íntegra nas provas. Você pode selecionar um ou dois capítulos mais importantes para ter uma cópia em casa e consultar, sem infringir a lei de direitos autorais…

  • Existem vários blogs e sites publicando conteúdo para concurso. Aqui no Santa Biblioteconomia, mesmo, a Thalita costuma postar questões comentadas, resumos de livros… DE GRAÇA, HEIN? Que tal montar um dossiê numa pasta do computador, ir estudando/revisando essas dicas?

  • Pense sempre como bibliotecário! Quando me dediquei forte aos estudos sobre a lei 8.112/1990, aproveitei pra fazer um tesauro da lei. Estudei a lei toda, e ainda estudei um pouquinho de biblio no processo! (Fora que o material ficou tão legal que hoje em dia meu irmão usa no trabalho dele! E o chefe dele vive pedindo emprestado!)

Por fim, tenha em mente que quantidade não é qualidade: mais vale um único artigo sobre catalogação MUITO BEM ESTUDADO, do que um monte de livro bacana sobre as AACR2 empilhado nas estantes, pegando poeira.

E só pra não perder o hábito, musiquinha pra embalar nossa criatividade/motivação/disciplina:

 

Pega a bic preta e pinta umas bolinhas.

Beijos!

TALITA JAMES

“Eu não passo em concurso porque não tenho tempo”

usarEssa é uma das desculpas para não estudar que eu escuto mais frequentemente. E longe de mim querer meter o meu bedelho na vida de quem quer que seja; dizer quem tem que fazer o que e quando no seu dia-a-dia. Mas como eu também já me usei dessa desculpa (sim,era desculpa. Não, não era motivo)eu me atrevo a contar pra vocês o que eu fiz da minha vida (e do meu tempo) pra começar a colecionar aprovações em concurso.

Entre 2007 e 2009 eu usava o lance do “eu trabalho e estudo” como uma super desculpa, mega segura, pra justificar o meu (muito mediano/péssimo) desempenho nos concursos em que eu me inscrevia.

Em 2009, eu comecei a organizar meu casamento, enquanto trabalhava e “estudava”. E aí eu comecei a perceber que quando eu “trabalhava e estudava” eu não tinha tanto tempo pra estudar. Mas pra planejar meu casamento eu tinha HORAS de internet, sábados e domingo INTEIROS em fornecedores e buffets. E aí, a verdade veio, bateu e machucou.

Eu não tinha era vontade real de passar em concurso. Por isso não me sentia motivada,pressionada por mim mesma, a estudar, a me organizar… Mas quando eu quero, eu consigo! E acho que todo mundo é assim.

Eu trabalhava em uma editora de material preparatório para concurso, e resolvi usar meu tempo de almoço pra estudar. Comprei uma apostila (funcionários tinham desconto!) para o concurso do Ministério da Saúde e devorei todas as páginas como se elas fossem o meu almoço… Foi minha primeira aprovação dentro das vagas! (Sim, teve casamento, e 22 dias depois do casamento teve mudança da Brasília pro Rio sem o noivo! ¯\_(ツ)_/¯)

Quando eu cheguei no Rio o hábito de estudar e ter uma agenda mais cheia já tinha sido desenvolvido. Então, continuei estudando e colecionando aprovações… Tirei vários períodos de férias para me intensificar os estudos, aproveitando cada segundo livre pra afundar a cadeira e absorver conteúdo, fazer provas anteriores das bancas…

O que eu quero dizer com essa conversa toda é:

1) A gente precisa identificar o que a gente quer e o que a gente precisa.

2) A gente precisa identificar o que atrapalha a gente (nunca falta tempo pra facebook, pra whatsapp, pra ir ao salão de beleza…)

3) Administrar o tempo não é arte, não é talento. É organização! Se a gente organiza INFORMAÇÃO, a gente não vai conseguir organizar agenda?

4) Ninguém começa a estudar se dedicando a isso por 8 ou 10 horas por dia. É gradual.

Sei que todos temos nossos compromissos e prioridades… Mas pensem o que pode e precisa ser feito pra começar a estudar 30 minutos por dia:

  • Almoçar sozinho, mais rápido, e usar o tempo restante pra estudar?

  • Pegar o ônibus pra voltar pra casa mais tarde pra ir sentado lendo um texto?

  • Desinstalar aplicativos de rede social no celular?

  • Acordar um pouquinho mais cedo nos fins de semana?

  • Dormir um pouquinho mais tarde durante a semana?

Todas (absolutamente TODAS!) essas opções eu fiz por pelo menos um tempo na minha vida…

Cheguei a conseguir estudar 6 horas por dia (mesmo trabalhando 40 horas por semana).

Pra quem não está estudando, fica minha proposta de adotar uma dessas opções e começar a estudar 30 minutos por dia, ainda essa semana. Pra quem já está estudando, fica meu convite para intensificar.

Depois me contem aqui nos comentários se funcionou ou não e o motivo, ok?

Pra embalar o estudo:

Pega a bic preta e pinta umas bolinhas.

Beijos!

TALITA JAMES

Acorda pra vida!

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Resolvi começar chutando a porta mesmo. Mas espero que vocês entendam que eu quero só o melhor pra vocês…

Quando comecei a estudar pra concurso, vivia arrumando resposta e desculpa pra tudo.

* Não passo em concurso porque eu não tenho tempo, eu trabalho horrores!

* Não passo em concurso porque eu não tenho material.

* Não passo em concurso porque eu não tenho grana pra pagar cursinho.

* Não passo em concurso porque eu não tenho lugar bom pra estudar.

A verdade, ela dói bastante. Eu não passava em concurso porque eu não queria.

Sim. Triste assim. Feio como bater em mãe. Feio e triste como a fome e como a miséria são feias e tristes.

A vida é feita de escolhas. Quando resolvi que queria mesmo essa realidade de concurseira/concursanda pra mim, comecei a estudar sem grana, sem tempo, sem recursos… E deu certo. Deu muito certo. #DeuBom

Vou fazer uma série de posts aqui mostrando pra vocês como eu “arrumei” tempo, grana e recursos pra estudar. Vão ser 3 textos que eu espero que motivem vocês a se organizarem e seguirem firmes e fortes na missão.

Mas a dica que eu deixo hoje é: não mente pra você, não. Não ajuda, não faz bem, gera angústia. Abraça a missão de ser feliz e vamos aprender que só a gente manda na vida da gente. E que ninguém mais é responsável pelas nossas escolhas!

Musiqueeenha pra acordar pra vida? 

 

Pega a bic preta e pinta umas bolinhas.

Beijos!

Talita James