Metade do ano

2 de julho é o 183.º dia do ano no calendário gregoriano (184.º em anos bissextos). Faltam 182 para acabar o ano. Por haver 182 dias antes e 182 depois, este é o dia do meio do ano (182+1+182=365). Numérica e astrologicamente, é uma oposição da passagem do sol entre os dias 31 da noite de ano novo e o 1º dia de ano novo.

A primeira metade do ano já foi…Passa voando não é? Parece que a noite de Reveillon foi ontem…

Será que você ainda lembra dos seus  planos? Será que já fez alguma coisa para que eles se concretizem? É importante analisar como está seu comprometimento agora, na metade do ano, assim ainda dá tempo de correr atrás e não postergar para 2017…

Sei que a vida é dura e nos empurra para a depressão. Vemos o jornal e só tem tragédia. A inflação e a “crise”  provocaram um amento no preço de praticamente tudo. O clima geral está péssimo. Mas e aí, o que fazer? Não temos como esperar sentados o país se resolver. Temos urgências imediatas. Arrumar um emprego, se qualificar, ir para um emprego melhor, tudo isso é claro precisa de um alinhamento de oportunidades na sociedade – não vivemos em uma bolha –  mas uma boa parte depende apenas de nós! Não deixe que a rotina torne seus anos iguais, faça acontecer a mudança que você deseja! Não se permita achar que merece viver distante da realidade que gostaria de estar vivendo.

Em resumo: Não procrastine sua vida, seus sonhos, seu objetivo maior!

Você ainda tem a segunda metade do ano para fazer diferente, para chegar no fim do ano e comemorar com orgulho suas realizações! Então, apenas comece. Você precisa apenas dar o primeiro passo, e tenha certeza que o restante acontece.

Se entre os seus objetivos está ser aprovado em um concurso público, o que você está esperando? Aqui no blog tem muito material gratuito assim como em outros canais como facebook, slideshare etc. Não me venha com o papo de “Ai Thalita mas não tem concurso aberto e vai demorar muito até abrir um…” Ok, vamos partir do princípio que você está certo. E daí? E daí que vai demorar? Você tem que estudar de qualquer jeito. Se a prova fosse amanhã ou daqui a 1 mês você se sentiria totalmente preparado? Duvido! Ou seja comece a estudar o quanto antes, aproveite essa maré de tranquilidade, pois quando os concursos voltarem com força total, os desesperados vão aparecer e você já estará na frente com os seus estudos! 

Em vez de se lamentar pelo que deu errado em qualquer área da sua vida, procure aprender com seus erros e aproveite a outra metade para fechar 2016 melhor do que você imaginou. A mensagem é essa!

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

 

Diem

 

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Concurso é investimento

silhouettePor quê quando vemos as listas de aprovados nos concursos é comum encontrarmos os mesmos nomes? A razão: são os que mais estão investindo.

São os que no lugar de tomar uma cerveja com os amigos preferem se preservar para estudar no outro dia. São os que preferem gastar R$ 100 em um livro, em uma apostila ou juntar para um curso ao invés de gastar na balada. São os que decidem passar o sábado e domingo estudando enquanto outros assistem netflix.

Em resumo, são os que investem na sua aprovação. 

Eu adoro conversar com alunos, ex-alunos, concurseiros em geral para saber sobre suas técnicas de estudo e para os que passaram como foi essa conquista. Todos, sem exceção, dizem a mesma coisa,  com palavras diferentes: concurso é investimento, e normalmente de longo prazo.

É importante destacar que se deve pensar em longo prazo, você não vai conseguir aquele cargo que paga R$7.000,00 se começar a estudar dois meses antes da prova. Leva-se de um a três anos para conseguir passar em um concurso. Raro são os concurseiros que passam logo na primeira prova de concurso que fazem. Mas, como todo o conhecimento adquirido é acumulado, a cada concurso feito o candidato fica mais próximo da sua aprovação.

A minha experiência foi de abrir mão de muita coisa em prol dos concursos. Quando comecei a estudar no fim de 2012, eu tinha comprado um pacote de carnaval em Ouro Preto com amigas para o ano seguinte. Nos últimos dias do ano, saiu o concurso do BNDES que teria a prova depois do carnaval. Pensei, repensei e cancelei o pacote, passei o carnaval estudando. Não fui aprovada no BNDES, estava super crua no mundo dos concursos, mas sei que fiz tudo o que podia.

Em 2014 ainda estudando para concursos comprei passagem e ingresso para o Lollapalooza (festival que fui em 2012 e 2013 em SP), estava estudando forte para a prova da Fiocruz que seria 1 semana antes do festival. Por ironia do destino a banca mudou a data da prova para o mesmo fim de semana do festival. Mais uma vez cancelei tudo e fui fazer a prova. Fui aprovada em 9° lugar. 

Nesse mesmo ano de 2014 a prova da UFRJ também mudou de data e bateu com meu vôo de férias. Lá fui eu remarcar e gastar dinheiro para poder fazer a prova. Também fui aprovada.

Esses foram alguns exemplos extremos, mas no dia-a-dia abrimos mão de várias coisas. Dormir um pouco mais, comprar roupas, sair para comer fora, essas pequenas coisas acabam sendo colocadas de lado por um objetivo maior.

Você investe dinheiro, tempo, sonhos. E aqui o tempo é o mais importante pois é o nosso recurso mais escasso.

E claro existe o investimento financeiro.  Sim, há vários materiais gratuitos de muita qualidade disponíveis na internet, e vale a pena encontrá-los e utilizá-los. Mas em vários casos você precisará investir o mínimo para ter acesso a um material direcionado para o seu perfil.

Se ser aprovado num concurso público é um dos sonhos da sua vida, vale a pena investir num material preparado especialmente para o seu concurso. Busque algo que realmente funciona com você, feito especialmente para a sua necessidade.

Costumo sugerir que o material principal da preparação seja algo bem construído e feito de acordo com as suas necessidades, e o candidato complemente os estudos com materiais gratuitos encontrados na internet.

Leve a sério sua preparação e invista nela, muito além do dinheiro, invista seu tempo e dedicação. É a formula do sucesso!

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

 

 

Mantras para concursos

dream04Amo William Douglas, lendo o blog dele achei alguns mantras dos concursos. São frases para a gente sempre ter em mente, para ganhar mais forças e superar os inúmeros obstáculos ao longo da jornada.

São eles:

1- “A diferença entre o sonho e a realidade é a quantidade certa de tempo e trabalho”

2- “Concurso não se faz para passar, mas até passar”

3- “Concurso público: a dor é temporária; o cargo é para sempre”

4- “Se você tem um plano, vai acabar executando-o; se você não tem um plano, o executado é você”

5- “A vitória se alcança com a conjugação e equilíbrio da mente com o corpo”

6 – “Não há felicidade delivery, você precisa ir buscá-la dentro de si mesmo e nas escolhas que você faz.”

7- “O concurso não é um obstáculo, o concurso é um caminho.”
(parafraseando Amyr Klink, que diz que “o mar não é um obstáculo, o mar é um caminho”).

Para quem quiser conhecer o blog do William clique AQUI.

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

 

Precisamos falar sobre cobrança excessiva.

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Olá,

quero falar sobre um assunto sensível. Você é o tipo de pessoa que se cobra muito? E se algo acontece diferente só consegue pensar o quanto você é burro, lerdo, azarado ou qualquer outro adjetivo negativo você possa utilizar? precisamos falar sobre a cobrança excessiva que temos conosco.  

Bom, eu sei que quando estamos com foco em um concurso público podemos ser extremamente desagradáveis conosco. Nos impomos metas, rotinas, ignorando sinais físicos e psicológicos de que precisamos pegar mais leve. Precisamos falar sobre isso.

Não é normal ficar irritado, estressado com tudo e todos. Não é normal dormir mal a noite se sentindo culpado por não ter estudado o suficiente ou achando que dormir é perda de tempo. Não é normal sustentar uma rotina extrema de estudos e ainda assim ter a sensação de que nada funciona. Não é normal excluir o lazer da sua vida. Não é normal achar que você só vai ser feliz apenas quando passar em um concurso.

Estou abordando isso pois atualmente convivemos com muitos estímulos ao sucesso absoluto, a todo custo. E tentar seguir essa lógica sem pensar em nossas características e problemas pessoais, é um caminho para a frustração. Todos os dias recebo e-mails e mensagens pedindo conselhos sobre estudos. Em muitos casos é visível que a pessoa quer uma formula mágica para dar conta de tudo. Infelizmente devo dizer: não há.

Eu mesma preciso me policiar muito em relação a isso. Esse é um blog pessoal então me sinto a vontade para me colocar como exemplo. Sou o tipo de pessoa que quer abraçar o mundo e fazer 100 coisas ao mesmo tempo. E não admito fazer mal feito, isso reflete em longas jornadas de trabalho/estudo sem muitas vezes me “dar um tempo”. Esse começo de ano por exemplo, não foi fácil, me impus muitas cargas que refletiram negativamente. Estou em um momento de reflexão e busca de mais equilíbrio, mas principalmente tentando me cobrar menos sobre tudo. Desde que criei o Santa Biblioteconomia tenho o desafio de ajudar todos vocês. Esse blog surgiu como uma forma de me incentivar com os estudos e compartilhar o meu conhecimento, mas ele ganhou proporções inimagináveis. Não fujo da responsabilidade e sei que inspiro muitas pessoas, o que me deixa lisonjeada, mas se coloque no meu lugar 1 minuto e imagine esse peso? Imagine a pressão externa e interna que tenho que lidar. Não é fácil, mas entendi que não posso me deixar levar sobre isso. E você também não pode se deixar levar pelas suas próprias pressões.

Somos humanos e cometemos milhões de falhas. Fazemos planos que não dão certo, refazemos para não dar certo novamente, mas no fim tudo se encaixa. Fiz mais de 10 concurso antes de ser aprovada em algum, não imaginava um dia poder ajudar tantas pessoas com isso. O mundo girou e as coisas aconteceram. 

Quero que você reflita que os erros e enganos que cometemos são uma parte essencial do processo de aprendizagem e crescimento. Já parou para pensar que os nossos erros e fracassos são “ingredientes” para o nosso sucesso? O melhor conselho que posso dar a você (e a mim mesma) é investir energia para aprender a lidar com os erros cometidos de maneira mais leve e positiva. Estude muito, dê o seu melhor sempre, mas não deixe que isso te domine ou que afete sua saúde física e mental (essa principalmente). Somos muito maravilhosos para definhar por cobranças extremas. 

Pegue mais leve com vocês mesmo, mas não se deixe relaxar muito. Esse meio termo é a chave do real sucesso, não o sucesso da comparação, mas o melhor sucesso, o que faz a gente brilhar de dentro pra fora.

 

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

 

“Quanto tempo demora até a aprovação?”

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Essa sem dúvidas é a pergunta que mais escuto nas aulas que ministro e também uma das que mais recebo por e-mail. Quando conto minha história de aprovações e o caminho que tive que percorrer para chegar até o dia da posse, muitos acham que o ponto mais importante é o tempo que demorei ou melhor, a rapidez de se chegar a essa conquista.

Vou  abordar  de forma prática a trajetória da maioria dos concurseiros:

  1. Começa a estudar sem rumo, sem material só com a motivação de “Ser aprovado”.

  2. Perde um bom tempo até achar a melhor forma de estudo e as melhores ferramentas.

  3. Quando começa a se sentir confiante faz um concurso e não se sai bem, ficando desanimado.

  4. Depois de um tempo volta a se animar para os concurso e percebe que o caminho é a persistência.

  5. Segue fazendo concursos, em alguns é aprovado mas ainda no fim da fila.

  6. A incerteza se é capaz, o medo de não conseguir e a angustia por abrir mão de tantas coisas para estudar são pressões constantes.

  7. Começa a passar mais próximo ao número de vagas.

  8. Fica feliz por estar melhorando o desempenho, mas ao mesmo tempo muito chateado de não ter ido bem o suficiente para ser aprovado.

  9. Está muito motivado e confiante que após esse período de dedicação e bolas na trave. Sente que está chegando sua hora.

  10. Chega o dia que o eclipse acontece: seu conhecimento é o suficiente, sua auto-estima está alta, as questões difíceis e os concorrentes não te abalam, resumindo é um dia iluminado e FINALMENTE você passa no número de vagas.

Esse ciclo aí de cima pode acontecer em 6 meses, em 1 ano, 2, 3 não tem como afirmar. Cada trajetória é diferente, apesar de muito parecida. O que influi?

  • Enquanto uns só estudam, outros trabalham e estudam, enquanto outros ainda trabalham, estudam e cuidam da casa/filhos.

  • Enquanto uns tem apoio financeiro e emocional, outros tem que lutar contra tudo e todos.

  • Enquanto uns  tiveram uma boa base desde a escola de matérias básicas como português, inglês e matemática, outros não tiveram essa sorte e precisam correr atrás dessas deficiências.

  • Enquanto uns conseguiram de fato estudar e aprender na faculdade outros pelos mais diversos motivos praticamente só “pegaram o diploma”

  • Enquanto uns conseguem se manter motivados e animados, outros se decepcionam nas primeiras reprovações e assumem uma postura de: “concurso é muito difícil, não é pra mim”

  • Enquanto uns conseguem observar os obstáculos exatamente como eles são, obstáculos, outros enxergam como um muro intransponível.

  • Enquanto uns resolveram fazer concurso em época de vacas gordas (muitas vagas e editais abertos) outros enfrentam uma época de poucas vagas e editais. 

Acredito que TODO MUNDO passa por uma das dificuldades acima, em maior ou menor grau. Isso não te torna melhor ou pior do que ninguém. Apesar te coloca em uma situação onde o seu sucesso pode demorar mais do que o do seu amigo.

Eu sei o que você está pensando, “Mas eu conheço gente que NEM ESTUDOU e passou em tal concurso” ou então “Fulana estudou 3 meses e passou”. Essas pessoas realmente existem, elas deixam a impressão que se esforçaram menos, ou que tiveram sorte. Na minha opinião é uma junção de fatores. Quem sabe nessa listinha que eu coloquei acima, ela não estava nos lados com melhores condições? Não acredito que alguém passe em concursos sem estudar. Ela pode não ter estudado para AQUELA prova, mas em algum momento na vida ela estudou, na escola, na faculdade enfim ela teve acesso aquele conhecimento e de uma forma ou de outra assimilou. E para quem passou com pouco tempo de estudo, mantenho a afirmativa de que a bagagem contribui, claro que fica a admiração, pela determinação e foco, mas não trate essa exceção como regra. Isso não acontece na maioria dos casos. E o principal, não fique se comparando.

Você pode estar pensando ainda “Tem o caso da Ciclana que estuda a ANOS e não passa….”.  Bom, não sabemos  a realidade da Ciclana, seus problemas, os leões que ela mata por dia e nem sua real inclinação em passar num concurso. Sim,pois muitas pessoas falam que estudam como se fosse um status “sou concurseiro” sendo que na verdade estão se iludindo. Não investem na preparação, não organizam seu tempo, só ficam se lamentando pelos cantos.

O que vejo é o seguinte: quem estuda passa, pode demorar um pouco ou muito, mas chega a sua hora. Não perca tempo se comparando, nem choramingando o tempo que passou, os pontos que você não fez, ou o que quer que seja. A vida é difícil para 99% das pessoas por vários motivos! Se você conhece uma pessoa que se encaixa no 1% não desperdice sua energia pensando que poderia ser você ou que o mundo é injusto (isso já sabemos). Encare a sua realidade, seus problemas e procure contorná-los. Busque estar perto de colegas que estejam nessa “vibe” de estudo para que se forme um ciclo de motivação. Ninguém conquista nada sozinho, mesmo num concurso que pode parecer o teste mais individual do mundo, no momento da prova tudo o que te importa, te motiva a ir bem e dar seu melhor. 

Então quando me perguntam “quanto tempo demora até a aprovação” eu só posso responder: Depende de muitos fatores, tomara que pra você seja rápido 🙂

 

 

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

Concurseiro é tudo fitness

texto tataGosto de comparar a preparação pra concursos com a preparação física. Porque os dois envolvem tantas varáveis, e dependem tanto de disciplina, de autoconhecimento…

Voltar a estudar é como voltar a fazer exercícios depois de muito tempo parado. Por mais que a gente tenha tempo, grana, vontade, não dá pra chegar na academia e achar que vai puxar 300 quilos de ferro. Mesmo que a gente já tenha feito isso alguma vez na vida (eu nunca!).

Também não dá pra achar que, depois de um ano e tanto sem estudar, eu ia sentar na cadeira e estudar por 3 ou 4 horas seguidas, numa boa.

E é isso… Pra voltar ao meu ritmo eu estou tendo que me conhecer novamente. Estou reavaliando toda a minha rotina pra descobrir o que funciona atualmente pra mim, e o que não funciona. Melhores horários, melhores materiais, melhores esquemas.

Nesse período, além de reorganizar meu material, reler e resumir novamente os que já foi lido e resumido, antes de buscar novos conhecimentos, está sendo importante respeitar meus limites. Sei que passei por períodos em que minha cabeça e meu corpo aguentavam uma rotina de 12 horas de estudo (#FicaForte #FicaGrande #EspremeQueCresce não, pera…). Era o “intensivão” que antecedia cada uma das minhas “competições”. Óbvio que essa rotina se estendia por 25-30 dias, no máximo, e eu estava de férias do trabalho pra conseguir fazer isso…

Mas atualmente, não consigo sequer 2 horas na cadeira! Estou recomeçando e sei que tenho que retrabalhar todos os meus limites e estimular meu cérebro e meu corpo com as coisas queconsidero importantes e bacanas.

Mas as #DicasDaTata que eu deixo são:

  •  A qualidade do nosso estudo depende da nossa disciplina. Se o máximo que você consegue “treinar” hoje, com qualidade, é 1 hora, dedique-se muito nessa hora. São 30 minutos? Que sejam 30 minutos de verdadeiro estudo!

  •  Vá se cobrando para aumentar a “carga” de tempos em tempos.

  • Faça “avaliações” do seu desempenho, como na academia, a partir de provas antigas.

  •  A “academia” é importante, mas o resultado depende do que tá dentro da gente. escolha um cursinho, mas lembre-se que ele não garante a sua aprovação.

  •  “Equipamento” faz diferença: invista em material de qualidade, que esteja de acordocom as suas necessidades de estudo!

  • Por fim, alimente-se bem. Coma direitinho, conforme a nutricionista manda. (Nessa dica não tem analogia, não.)

E pra não perder o costume, música pra inspirar:

Pega a bic preta e pinta umas bolinhas.

Beijos!

Talita James

Eu não passo em concurso porque não tenho material…

16872-NQT6EGOpa, tudo bem? Sou eu, de novo, pra falar sobre umas paradas aí meio desconfortáveis.

Eu acreditei, durante um tempo, que o que me faltava pra passar em concurso era material…

Olha… acho que até 2004, 2005 essa era até uma desculpa, viu? Mas mesmo assim, meio tosca.

É que… nós somos bibliotecários, sabe? A gente pode não ter a informação, lá, parada na nossa estante. Mas a gente sabe onde conseguir. Sabe, sim. A gente estudou. A gente trabalha com isso. A gente salva vidas/carreiras fazendo isso.

Aí a gente tem que colocar a mão na consciência e ver se o que tá faltando é material/grana mesmo, ou se é criatividade/motivação/disciplina.

Se for por falta de criatividade, esse post vai dar jeito. Mas se for falta de vergonha na cara, me manda um e-mail aí que eu faço o esculacho. #HueBR

– Ain, Talita, os livros são caros!

– Ain, Talita, mas os livros na nossa área estão esgotados!!! Os autores estão todos mortos e as viúvas não republicam as paradas…

– Ain, Talita, quase não tem curso pra gente!

– Ain, Talita, miabrassa! :________(

Parou, seus mimizento!

Credo, que mentira! Ok, tem muito livro bom esgotado mesmo. Mas dizer que geral morreu é bem exagerado.

Sei bem que dinheiro costuma ser um limitador pra tudo nessa vida… Mas eu tenho orientado minha vida pra utilizar cada vez MENOS (até buscando zerar mesmo!) o uso de fontes piratas do que quer que seja. Parei de baixar música e filme, por exemplo. E parei de tirar xerox de livros na íntegra.

E nessas horas a gente faz exercícios de criatividade. Se liga:

  • Muitos autores, antes de publicar seus livros, publicam ARTIGOS. E tem um monte de periódicos com textos integrais online, na nossa área mesmo! Quer ver? Seguem uns aqui…

    1. Revista Ciência da Informação – http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pid=0100-1965&lng=pt&nrm=iso

    2. Revista Perspectivas em Ciência da Informação – http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pid=1413-9936&lng=pt&nrm=iso

    3. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação – http://rbbd.febab.org.br/rbbd/issue/archive

    4. Cadernos de Informação Jurídica – http://cajur.com.br/index.php/cajur/issue/archive

  • Autores bons citam autores bons: se você não tem acesso ao texto original, procure artigos de autoria dos seus professores da faculdade, por exemplo. Geralmente, os principais conceitos, retirados dos autores consagrados, estarão nestes artigos também.

  • Algumas editoras estão vendendo os livros em formato digital por um preço um pouco mais acessível. A Editora Briquet de Lemos, por exemplo, faz isso. (Não é jabá, mas poderia ser. Alô, Briquet!!!)

  • Somos bibliotecários! Sabemos bem que o que não existe em nossas bibliotecas pode ser solicitado em outras bibliotecas, seja por COMUT, seja por projetos/programas de colaboração entre bibliotecários. Se você não está atuando, é provável que precise ir a alguma biblioteca no seu bairro pra utilizar o programa de comutação bibliográfica. Mas vale a pena.

  • Crie redes de colaboração. Empreste livros, pegue livros emprestados com seus amigos. Empreste seus resumos, leia o resumo dos outros. Quando estamos falando de estudo para concurso, concorrente só é concorrente na hora da prova. Sempre estudei em grupo, com colaboração e meu sucesso (e o dos colegas!) veio. Quanto mais a gente colabora, mais coisa boa vem pra gente.

  • Ainda sobre redes de colaboração: que tal combinar com 2 ou 3 colegas uma compra coletiva? Cada um escolhe um livro, e tem o prazo de 3 ou 4 semanas para estudá-lo. O grupo faz rodízio dos livros e todo mundo estuda 3 ou 4 livros pelo preço de um. (Fora que o compromisso sempre estimula a gente a cumprir metas!)

  • Lembre-se: dificilmente você vai estudar 200 livros de uma vez. Você não precisa ter acesso a todo o conteúdo ao mesmo tempo. Muito menos comprar. Se você tiver acesso a um livro, seja por meio de uma biblioteca ou porque um amigão emprestou, aproveite. Estude, faça um bom resumo, capriche nas anotações. É nisso que você vai basear suas revisões, não é mesmo?

  • Nem todos os livros são cobrados na íntegra nas provas. Você pode selecionar um ou dois capítulos mais importantes para ter uma cópia em casa e consultar, sem infringir a lei de direitos autorais…

  • Existem vários blogs e sites publicando conteúdo para concurso. Aqui no Santa Biblioteconomia, mesmo, a Thalita costuma postar questões comentadas, resumos de livros… DE GRAÇA, HEIN? Que tal montar um dossiê numa pasta do computador, ir estudando/revisando essas dicas?

  • Pense sempre como bibliotecário! Quando me dediquei forte aos estudos sobre a lei 8.112/1990, aproveitei pra fazer um tesauro da lei. Estudei a lei toda, e ainda estudei um pouquinho de biblio no processo! (Fora que o material ficou tão legal que hoje em dia meu irmão usa no trabalho dele! E o chefe dele vive pedindo emprestado!)

Por fim, tenha em mente que quantidade não é qualidade: mais vale um único artigo sobre catalogação MUITO BEM ESTUDADO, do que um monte de livro bacana sobre as AACR2 empilhado nas estantes, pegando poeira.

E só pra não perder o hábito, musiquinha pra embalar nossa criatividade/motivação/disciplina:

 

Pega a bic preta e pinta umas bolinhas.

Beijos!

TALITA JAMES