A importância de treinar redações e questões discursivas

A cada certame que passa, as provas ficam mais difíceis e a concorrência mais preparada. Foi-se o tempo em que a gente podia fazer concurso contando com o que aprendeu na faculdade e com a sorte. O único fator sorte existente em concurso é “dar a sorte de cair o que eu estudei”, sendo assim… Quanto mais a gente estuda, mais “sorte” a gente tem.

E os concursos têm apresentado questões mais difíceis, mesmo. E órgãos públicos que não costumavam cobrar questões discursivas passaram a contar, também, com esse tipo de avaliação. E como todo o preparo para concurso, o bom é a gente contar com tempo, usar de tranquilidade e não deixar nada pra cima da hora.

Eu considero que existem alguns hábitos que auxiliam na construção de boas respostas para questões discursivas e redações, e vou deixar aqui pra vocês!

  1. Leia. Crie o hábito de ler todos os dias. Comece com 15 minutos por dia, e vá aumentando. Mas leia SEMPRE. Não adianta ler uma tarde inteira no domingo e passar o resto da semana sem fazer isso.

  2. Varie o seu material de leitura. Busque artigos científicos, livros técnicos, mas também inclua na sua rotina de leitura jornais e revistas, livros de ficção, romance, fantasia… Procure autores nacionais e estrangeiros. Isso influencia na amplitude do seu vocabulário e na sua capacidade de escrever textos mais formais ou mais informais, mas sempre com corretos.

  3. Escreva. Envie e-mails com atenção, sem abreviar palavras, buscando um texto coerente, que tenha a estrutura de uma boa redação e promova uma comunicação clara. Busque evidenciar o esqueleto básico de “Introdução + desenvolvimento + conclusão” nas mensagens do seu dia-a-dia.

  4. Escreva mais ainda. Escrever bem exige prática. Tire alguns minutos do seu dia e escreva. Pode ser um e-mail ou mensagem mais longa para um amigo com quem você não conversa há muito tempo. Pode ser um elogio (ou até reclamação) para uma empresa que você conheceu os produtos ou serviços recentemente. Faça um relatório das suas atividades da semana para o seu chefe. Faça resenhas sobre suas séries e filmes favoritos. Vá um pouco além de simplesmente responder o que você precisa responder.

  5. Releia seus próprios textos. Não precisa ser hoje, pode ser na semana seguinte. Mas perceba como depois de um tempo lendo mais e escrevendo mais, você consegue identificar pequenos erros e oportunidades de melhoria nos seus textos. Faça essas correções. E continue treinando.

  6. Questões de provas. A gente nunca sabe o que espera pela gente nas provas. Mas a gente pode diminuir o fator surpresa conhecendo a banca. Resolva as questões. Procure pelos gabaritos oficiais. Converse com seus amigos sobre os seus textos. Não tenha vergonha de se expor, porque só erra quem faz. E só melhora e cresce quem aceita críticas.

GALERA DE BRASÍLIA!

Vai ter curso para provas discursivas abordando, inclusive, os “estudos de caso” que estão na moda entre as bancas examinadoras!

Vamos ter dicas, análise de questões, questões sendo feitas na hora, e correção de uma redação com comentários enviados após o curso! Vai ser SHOW!

O investimento?

  • Alunos novos: R$ 150,00

  • Ex-alunos e associados ABDF: R$120,00

Os valores incluem apostila/ material do curso e coffee break (aquele da Dona Marise! Hehehe!)

Informações e inscrições por favor mande um e-mail: santabiblioteconomia@gmail.com

 

 

TALITA JAMES

– Bibliotecária formada pela Universidade de Brasília, trabalha atualmente no Supremo Tribunal Federal e é mestranda em Ciência da Informação na Universidade Federal de São Carlos. É colaboradora do Santa Biblioteconomia escrevendo no blog e ministrando cursos. Carioca de nascimento, brasiliense de carreira, cidadã do mundo por opção. Na biblioteca fala baixo e fora dela, toca.

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COMO USAR A NORMA APA

As normas APA compõe um estilo de escrita e formatação para trabalhos acadêmicos, mais especificamente artigos periódicos. 

Estas normas surgiram com o manual de estilo da American Psychological Association (APA) e são amplamente utilizadas, em sua totalidade ou com alterações, por diversos periódicos científicos e instituições acadêmicas. Tendo sido publicado pela primeira vez em 1929, o Estilo APA teve diversas reedições ao longo dos anos, a fim de atualizar as normas e adequá-las às novas necessidades encontradas pela pesquisa científica, sendo que última atualização do Estilo APA foi lançada em 2009.

Similar ao que ocorre com o Estilo Vancouver, o Estilo APA também não apresenta padrões de formatação para a apresentação gráfica e nem para a estrutura do trabalho acadêmico, sendo mais voltado para a edição de referências. Para fechar essa lacuna, é possível adotar as normas ABNT para a estruturação do trabalho e as normas APA para formatar as citações e referências bibliográficas no texto do trabalho.

Citações nas normas APA

O sistema utilizado pelas Normas APA é autor-data, isto é, o sobrenome do autor e o ano de publicação. Portanto, o texto deve ser documentado citando o autor e a data de publicação dos trabalhos pesquisados e consultados, sendo que todos os autores citados no texto devem estar presentes nas referências com as informações completas.

Uma citação em um artigo necessita da inclusão do nome do autor da fonte, que comumente ocorre nas frases que introduzem o material citado, da data de publicação e um número de página entre parênteses, se houver. No final do artigo, uma lista das referências fornece a informação completa sobre a publicação da fonte, sendo que essa lista deve ser apresentada pela ordem alfabética do último nome dos autores ou dos títulos dos trabalhos, caso não existam autores.

Abaixo, veja como se referenciar diversos tipos de fontes de consulta.

Trabalhos com um autor

O sobrenome do autor deverá ser escrito com a primeira letra em maiúsculo e o restante em minúsculo, independente de estarem fora ou dentro dos parênteses.

Exemplo:

  • No texto: (Giddens, 1978) ou Giddens (1978)

  • Nas referências: Giddens, A. (1978). Novas regras do método sociológico. Rio de Janeiro: Zahar.

Dois autores

Quando um trabalho tem dois autores, citar os sobrenomes seguidos da data de publicação toda vez que a referência ocorrer no texto.

Exemplos:

  • No texto: Moody e White (2003) ou (Moody & White, 2003)

  • Nas referências: Moody, J., & White, D. R. (2003) Structural cohesion and embeddedness: a hierarchical concept of social groups. American Sociological Review, 68(1), 103-127.

Três a cinco autores

Quando um trabalho tem três, quatro ou cinco autores, acrescentar todos os sobrenomes na primeira citação seguida da data de publicação. Nas subsequentes, incluir apenas o sobrenome do primeiro autor seguido de et al. e a data de publicação — entre parênteses.

Exemplos:

  • No texto (1ª citação): Alves Filho, Cerra, Maia, Sacomano Neto e Bonadio (2004) ou (Alves Filho, Cerra, Maia, Sacomano Neto, & Bonadio, 2004)

  • No texto (citações subsequentes): Alves Filho et al. (2004) ou (Alves Filho et al., 2004)

  • Nas referências: Alves Filho, A. G., Cerra, A. L., Maia, J. L., Sacomano Neto, M., & Bonadio, P. V. G. (2004). Pressupostos do gerenciamento da cadeia de suprimentos: evidências de estudos sobre a indústria automobilística. Gestão & Produção, 11(3), 275-288.

Seis ou mais autores

Quando um trabalho tem seis ou mais autores, citar apenas o sobrenome do primeiro autor seguido de et al. e a data de publicação — nas referências acrescentar todos os autores.

Exemplos:

  • No texto: Alves Filho et al. (2001)

  • Nas referências: Alves Filho, A. G., Rachid, A., Nogueira, E., Donadone, J. C., Martins, M. F., Truzzi, O. M. S., Bento, P. E. G., Martins, R. A., & Vanalle, R. M. (2001). O consórcio modular e seus impactos na cadeia de suprimentos da fábrica de motores VW-São Carlos (Relatório Final, Projeto Temático, Processo FAPESP 97/13071-9). São Carlos, SP, Universidade Federal de São Carlos.

Autor entidade

Corporações, associações, órgãos governamentais , entre outros, deverá ser escrito por extenso na primeira citação e abreviado a partir de então.

Exemplos:

  • No texto (1ª citação): Banco Central do Brasil [BACEN] (2003)

  • No texto (citações subsequentes): BACEN (2003) ou (BACEN, 2003)

  • Nas referências: Banco Central do Brasil. (2003). Anuário de crédito rural.Recuperado em 10 novembro, 2003, de http://www.bcb.gov.br/htms/CreditoRural/2001/rel53211.pdf

Sem autor

Inclusive materiais legais, citar no texto as primeiras palavras do título, ou o título inteiro se ele for curto e o ano. Na lista de referências coloque o título na posição do autor.

Exemplos:

Fonte secundária

Citação de um trabalho discutido em fonte secundária, indicar o autor da obra original e o ano (se possível), logo após acrescentar “como citado em” o autor, ano e página da obra utilizada para consulta. Na lista de referências indicar apenas os dados da obra secundária (material que foi utilizado como meio de consulta para a citação). No caso de citação direta é obrigatório a indicação da página.

Exemplos:

  • No texto: Den Dulk et al. (1999 como citado em Rego & Souto, 2004, p. 32).

  • Nas referências: Rego, A., & Souto, S. (2004). Comprometimento organizacional em organizações autentizóticas: um estudo luso-brasileiro. Revista de Administração de Empresas, 44(3), 30-43.

Livros

Caso a cidade onde se localiza a Editora não seja uma cidade conhecida, acrescente o Estado ou País (usar abreviaturas para o Estado). Coloque dois pontos após a localização. Se duas ou mais localidades de publicação são apresentadas, indicar a localidade primeiramente listada no livro ou, caso especificado, a localização da matriz da editora.

Exemplo:

Toffler, A. (1994). O choque do futuro (5a ed.). Rio de Janeiro: Record.

Periódicos científicos, revistas e boletins

Indicar o número do volume (em itálico) e número da edição (quando houver) para periódicos científicos, revistas e boletins informativos.

Exemplo:

Peci, A. (2007). Reforma regulatória brasileira dos anos 90 à luz do modelo de Kleber Nascimento. Revista de Administração Contemporânea, 11 (1), 11-30.

Periódico eletrônico

Sobrenome, Nome abreviado. (ano de publicação). Título do artigo. Nome do eletrônico Periódico, volume (número), páginas. Recuperado em dia mês, ano, endereço eletrônico completo.

Exemplo:

Santos, C. P. dos, & Fernandes, D. H. von der (2007). A recuperação de serviços e seu efeito na confiança e lealdade do cliente. RAC-Eletrônica, 1 (3), 35-51. Recuperado em 5 dezembro, 2007, de http://anpad.org.br/periodicos/content/frame_base.php?revista=3

Artigo de revista

a Indicar a data apresentada na publicação – ano e mês para publicações mensais ou ano, mês e dia para publicações semanais e/ou diárias, acrescentar o volume, o número (se houver) e páginas (número de páginas).

Exemplo:

Schwartz, J. (1993, September 30). Obesity affects economic, social status. The Washington Post, pp A1, A4.

Tese e dissertação

Sobrenome, Nome abreviado. (ano de publicação). Título do Trabalho. Tipo do documento, Instituição, cidade, estado, país.

Exemplo:

Nogueira, E. E. S. (2000). Identidade organizacional – um estudo de caso do sistema aduaneiro brasileiro. Dissertação de mestrado, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil.

Documentos eletrônicos

Documentos eletrônicos devem indicar o ano de publicação ou, caso a fonte seja atualizada regularmente, a data de atualização mais recente. Após o título, usar os termos “recuperado” ou “de” e indicar o endereço eletrônico, permitindo o acesso imediato ao documento.

Exemplo:

Famá, R., & Melher, S. (1999)Estrutura de capital na América Latina: existiria uma correlação com o lucro das empresas? Recuperado em 15 abril, 2004, de http://www.fia.com.br/labfin/ pesquisa/artigos/arquivos/1.pdf

Manuais que você pode usar para se inspirar e obter mais exemplos: AQUI e AQUI

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

Plano de estudo de médio e longo prazo

Estudar para concurso não é algo que se faz em uma ou duas semanas. Exige constância, disciplina, determinação para executar um projeto de estudo que pode durar meses ou até anos. Mas é importante que esse plano seja bem estruturado (e revisto com uma certa frequência) pra que a gente se mantenha com motivação e aproveitamento.

É possível esgotar conteúdo?

Olha, eu acredito que não. Primeiro porque o conteúdo é muito extenso, mesmo se a gente considerar “apenas” os conhecimentos específicos. Segundo, porque cada banca e cada órgão dá um viés diferente ao conteúdo cobrado e pode incluir ou excluir disciplinas conforme a importância para sua atuação profissional. Terceiro, porque todo dia tem gente criando coisa nova, que pode vir a ser cobrada em concurso a qualquer momentos.
Por essas e outras que não existe a menor possibilidade de você começar a se inscrever para provas apenas quando já tiver esgotado o conteúdo ou completado metade do seu planejamento. Ele é contínuo. Você não estuda pra passar para a vaga dos seus sonhos. Você estuda até passar para a vaga dos seus sonhos.

E é melhor um conhecimento raso sobre todos os aspectos ou conhecimento profundo sobre apenas alguns deles?

Minha opinião: melhor ter um conhecimento raso sobre várias paradas do que profundo sobre uma só. O que não significa que você deve continuar com conteúdo raso o tempo todo. O esquema é: vá aprofundando em todos os assuntos ao mesmo tempo. Mantenha um ritmo de estudo em que você tenha um bom grau de conhecimento sobre tudo, e não sobre uma ou duas disciplinas. Não dá pra passar 2 ou 3 meses estudando apenas catalogação e depois começar com outra disciplina. Ao longo desses três meses você deve dedicar um tempinho para cada disciplina. E isso inclui conhecimentos gerais também.

Nossa, mas vai falta tempo…

Sempre vai faltar tempo pra tudo na vida. O dia tem 24 horas para todo mundo, mas sempre parece que nosso dia não está sendo aproveitado… Aqui nesse outro texto (https://santabiblioteconomia.com/2015/11/19/eu-nao-passo-em-concurso-porque-nao-tenho-tempo/) eu falo um pouco sobre organização do tempo. Se você estiver com algum problema desse tipo, recomendo que faça uma leitura rápida lá!

Mas como estudar? Texto, exercício, revisão… Parece muita coisa!

Parece e é. Mas não tem muita opção: você precisa de fonte de informação (seja ela texto, aula, videoaula, etc), precisa praticar e precisa revisar tudo de tempos em tempos.
O ideal é que você consiga mesclar um pouco de cada para garantir bons resultados.

Tá, mas como eu consigo isso?

Bem, existem várias opções de material escrito, cursos e videoaulas para conhecimentos gerais e de uns tempos para cá surgiram boas opções em Biblioteconomia, também. Mas creio que tão importante quanto isso é incluir essas atividades de maneira equilibrada em sua agenda. Pra isso, a gente vai disponibilizar uma planilha para acompanhamento de estudo. É só clicar AQUI!

TALITA JAMES

– Bibliotecária formada pela Universidade de Brasília, trabalha atualmente no Supremo Tribunal Federal e é mestranda em Ciência da Informação na Universidade Federal de São Carlos. É colaboradora do Santa Biblioteconomia escrevendo no blog e ministrando cursos. Carioca de nascimento, brasiliense de carreira, cidadã do mundo por opção. Na biblioteca fala baixo e fora dela, toca.

Fofoca dos concursos: O que vem por aí

No meio de muitas notícias desanimadoras nesse país, precisamos manter o foco e a esperança no que de bom pode acontecer. Trago aqui uma listinha dos concursos que provavelmente abrem esse ano para bibliotecário. Sempre comento que o que faz, de fato, uma pessoa ser aprovada é a continuidade dos estudos. Boas vagas são concorridas e não dá para sonhar ficar bem colocado com pouco tempo de estudo.

Mantenha-se em movimento e se inspire por um desses concursos, uma dessas vagas pode ser sua:

 

Exército – 1 vaga de bibliotecário de carreira. Edital em junho, prova provavelmente em agosto/setembro. Remuneração inicial cerca de R$ 9 mil. Divulgado na fanpage oficial do Exercito.

Prefeitura de Belém – Expectativas de 24 vagas de bibliotecário. Organizadora: AOCP. Edital em breve. (boatos de que em abril/2017). Mais informações aqui: https://goo.gl/aHCQHD

Câmara Legislativa do Distrito Federal – 5 vagas de bibliotecário. Mais informações: https://goo.gl/lt5xSq

Biblioteca Nacional – Pedido em aberto no ministério do planejamento. Vagas de bibliotecário e nível médio.

Assembléia Legislativa de Minas Gerais – Vaga de bibliotecário. Mais informações: https://goo.gl/G7q6B3

Câmara dos deputados:  Técnico em Documentação e Informação Legislativa, mais de 20 vagas abertas. Mais informações: https://goo.gl/tlb7V3

Senado Federal: 14 vagas de bibliotecário. Mais informações: https://goo.gl/RMK6PK

MPU: Pedido de edital em aberto no ministério do planejamento. 18 vagas de bibliotecário. Mais informações: https://goo.gl/zQmqQ1

AGU: Pedido de concurso para esse ano e com vaga de bibliotecário. Mais informações: https://goo.gl/PMYrOR

ALESP: Previsão de edital com vaga de bibliotecário. Mais informações: https://goo.gl/1bLbzj

TJ-RS – Concurso já está autorizado com vaga de bibliotecário. Mais informações: https://goo.gl/17z7S6

IFBAIANO – Edital aberto com 1 vaga de bibliotecário, ainda dá pra se inscrever! Prova em julho. Mais informações: https://goo.gl/B9N451

UFBA – 5 vagas de bibliotecário, ainda dá pra se inscrever, provas em julho. Mais informações: https://goo.gl/x2Rfxs

 

E você sabe de mais algum concurso que pode vir a acontecer esse ano? Comenta aí!

Claro que muita coisa pode acontecer, mas enquanto as vagas estiverem vazias e os órgãos tentarem preencher esses postos com concursos, teremos que continuar estudando. Alguém vai passar 😉

Vamos tentar nos blindar contra essa energia negativa, manter o foco e estudar!

E se você não sabe como começar a se preparar lembre-se que estão abertas as inscrições da minha nova turma do PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS ONLINE. Faça já sua inscrição AQUI ! O curso dura 3 meses e será realizado de 10/04/2017 até 10/07/2017 

 

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

Indexação: Lancaster x Robredo

Olá, trouxe uma dica básica sobre indexação. Os autores clássicos cobrados são o Lancaster e o Robredo, porém eles abordam de forma diferente as etapas da indexação. É importante ter essa diferença na cabeça!

O conceito : Indexar é construir representações do conteúdo do documento numa forma que se preste a sua inclusão em algum tipo de base de dados.

Em geral, as etapas são:

  • O conhecimento prévio do documento;

  •  A determinação de seu tema principal;  

  • A identificação do elementos do conteúdo que devem ser descritos e a extração dos termos correspondentes;  

  • A verificação da pertinência dos termos escolhidos;

  • A tradução do termos da linguagem natural para termos correspondentes da linguagem documentária, se for o caso;

  • A verificação da pertinência da descrição;

  • A formalização da descrição quando o sistema prevê regra especiais de apresentação ou de escrita.

Para Lancaster:

1. Análise conceitual é identificar os assuntos, os conceitos tratados no documento.

2. Tradução é a conversão da análise conceitual num determinado conjunto de termos de indexação.

Para Robredo:

I – análise conceitual do conteúdo significativo do documento, ou seja, identificação do assunto;

II – expressão desta análise através de um conjunto de palavras, frases ou códigos que representem o assunto;

III – tradução das descrições de assuntos relevantes para a linguagem de indexação;

IV – organização das descrições padronizadas dos assuntos de acordo com a sintaxe da linguagem de indexação.

Para quem quiser se aprofundar, as referências de ambos:

LANCASTER, F.W. Indexação e resumos. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2004.

ROBREDO, J. Da Ciência da Informação revisitada aos sistemas humanos de informação. Brasília: Thesaurus, 2003.

 

LEMBRETE!

Estão abertas as inscrições da minha nova turma do PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS ONLINE. Faça já sua inscrição AQUI ! O curso dura 3 meses e será realizado de 10/04/2017 até 10/07/2017 😉

 

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

Dicas para o concurso do IFRJ

livros-ifrjOlá!

Hoje quero conversar com você que está estudando para o concurso do IFRJ! Tem vaga no campus Niterói e também no de São João de Meriti. 

As inscrições estão abertas e vão até 9 de dezembro no endereço: http://concursos.fundacaocefetminas.org.br/ 

1° DICA:

Analise bem seu plano de estudos!!

Observe como será a prova:

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Biblioteconomia tem muito mais questões do que as outras matérias! Conseguir uma boa pontuação é essencial para o seu sucesso. Quando for dividir seu horário de estudos, lembre disso!

2° Dica:

ATENÇÃO a bibliografia sugerida no edital! Isso quer dizer que você deve estudar só – e somente – com os materiais indicados no edital. Se a banca por qualquer motivo que seja referenciar em suas questões autores e obras que não estão nessa bibliografia, você pode entrar com recurso! E vai ganhar! Se tem bibliografia indicada, as questões vão sair dessa lista! 

Bibliografia Sugerida:  *os livros que possuem link online postei junto!

ACCART, Jean – Philippe. Serviço de referência: do presencial ao virtual. Tradução de Antonio Agenor Briquet de Lemos. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros, 2012.

ARAÚJO, Carlos Alberto Ávila. Estudos de usuários conforme o paradigma social da ciência da informação: desafios teóricos e práticos de pesquisa. Informação & Informação, Londrina, v. 15, n. 2, p. 23-39, jul./dez. 2010. Disponível em:<http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/6485/6995&gt; Acesso em: 03 nov.2016

DIAS, Eduardo Wense; NAVES, Madalena Martins Lopes. Análise de assunto: teoria e prática. 2. ed. rev. Brasília, DF: Briquet de Lemos / Livros, 2013.

DUARTE, Emeida Nobrega; SILVA, Alzira Karla Araújo da. Gestão de unidades de informação: teoria e prática. João Pessoa, PB: UFPB, 2007. 552p.

FRANÇA, Júnia Lessa; VASCONCELLOS, Ana Cristina de.; MAGALHÃES, Maria Helena de Andrade; BORGES, Stella Maris. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. 9. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.

FUJITA, Mariângela S. L. (Org.) et al. A indexação de livros: a percepção de catalogadores e usuários de bibliotecas universitárias. Um estudo de observação do contexto sociocognitivo com protocolos verbais. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. [ Link do livro em PDF e ONLINE http://siabi.trt4.jus.br/biblioteca/direito/doutrina/livros/A_Indexacao_de_livros.pdf

LUBISCO, Nídia M. L. (Org.) Biblioteca universitária: elementos para o planejamento, avaliação e gestão. Salvador: EDUFBA, 2011. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/5620/1/_Biblioteca.pdf. Acesso em: 03 nov.2016. [ Resenha bacana sobre o livro: https://estantedabibliotecaria.wordpress.com/2016/03/08/biblioteca-universitaria-elementos-para-o-planejamento-avaliacao-e-gestao-resenha/]

OLIVER, Chris. Introdução à RDA: um guia básico. Tradução de Antônio Agenor Briquet de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos, 2011.

RIBEIRO, Antonia Motta de Castro Memória. Catalogação de recursos bibliográficos: AACR2R em MARC 21 . 4. ed. Brasília: A. Motta de Castro Memória Ribeiro, 2009.

SAYÃO, Luis et al. (Org.). Implantação e gestão de repositórios institucionais: políticas, memória, livre acesso e preservação. Salvador: EDUFBA, 2009. [ Link para o livro em PDF gratuito: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ufba/473/3/implantacao_repositorio_web.pdf

SILVA, Odilon Pereira da. CDD Classificação Decimal de Dewey. Disponível em: https://pt.scribd.com/doc/81280780/SILVA-Odilon-Pereira-da-CDD-Manual-teorico-pratico-l  Acesso em: 03 nov. 2016.

SOUTO, Leonardo Fernandes. Disseminação seletiva de informações: discussão de modelos eletrônicos. Encontros Bibli – Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Florianópolis, n. Especial, jan./jun. 2006. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/1518-2924.2006v11nesp1p60 . Acesso em 03 nov. 2016

SOUZA, Sebastião de. CDU: como entender e utilizar a 2ª Edição – Padrão Internacional em Língua Portuguesa. 2. ed. Brasília: Thesaurus, 2010.

TAMMARO, Anna Maria; SALARELLI, Alberto. A biblioteca digital. Tradução de Antônio Agenor Briquet de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos, 2008.

WEITZEL, S. R. Elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções em bibliotecas universitárias. 2. ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2013.

3° Dica:

Na parte do conteúdo eles também indicam especificadamente a Legislação profissional do Bibliotecário (Lei N° 4.084/1962, Lei N° 7.504/1986, Lei N° 9.674/1998). Clica  na lei que já vai abrir o link direto!

4° Dica:

Também temos no edital que cai as Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) sobre documentação e informação. Quando colocam assim se forma geral é porque pode cair todas as normas que tem essa classificação. Porém recomendo que além de estudar as normas você estude o livro sobre normas que eles indicam na bibliografia.

O edital destaca também as normas sobre: Número Internacional Normatizado para Livros (International Standard Book Number – ISBN) e Número Internacional Normatizado para Publicações Seriadas (International Standard Serial Number – ISSN). Atenção para elas!

5° Dica:

Vai ter Preparatório Santa Biblioteconomia – FOCO IFRJ nos dias 17 de dezembro, 7 e 14 de janeiro. De 9h às 13h! Com conteúdo focado no edital e voltado para essa bibliografia sugerida!

Conteúdo da aula: Aula expositiva, exercícios e apostila inclusa. Material exclusivo para esse curso. 

Investimento: À vista 300,00  –  Parcelado 350,oo

Ex- Aluno: à vista 280,00 – Parcelado 330,00

Para realizar sua inscrição mande um e-mail para: santabiblioteconomia@gmail.com  E no título ponha o nome do curso. 

 

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

 

 

 

 

 

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Feita especialmente para os que vão fazer a prova da prefeitura para o corpo de bombeiros do DF! Corre que dá tempo de “comer” essa lista de exercícios até dia 16!

A apostila abrange os tópicos:

MÓDULO 1 – Ciência da Informação, biblioteconomia e gestão do conhecimento

MÓDULO 2 – Planejamento, Serviço de Referência, Formação e Desenvolvimento de Coleções e Marketing.

MÓDULO 3 – Representação Descritiva e Representação Temática. 

MÓDULO 4- Automação 

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Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Beijos Thalita Gama