Aprendendo com quem sabe: Wesley Leite

 

 

Olá pessoal hoje nossa entrevista é com o super Wesley Leite, um bibliotecário que foi aprovado em vários concursos concorridos e tem muito a ensinar (: 

 

 

Santa Biblioteconomia: 1) qual foi o seu primeiro contato com a biblioteconomia? Como foi sua trajetória na universidade ? 

Wesley: O meu primeiro contato com a Biblioteconomia foi quando eu tive que fazer uma opção de curso no PAS, uma espécie de vestibular da UnB em que a seleção é feita em cada um dos anos do Ensino Médio. No 3º ano a opção de curso deveria ser informada. Esse foi um período de muitas dúvidas, pois eu não sabia o que queria cursar. Na minha adolescência eu lia muitos livros, e o fato de ter uma biblioteca pública perto da minha casa ajudou bastante no meu gosto pela leitura. Como eu utilizava bastante essa biblioteca, um tio meu sugeriu que eu desse uma olhada neste curso. Até então nunca tinha ouvido falar em Biblioteconomia, apesar de sempre frequentar a biblioteca. Como a gente bem sabe, de um modo geral a nossa profissão ainda não é tratada com o respeito que merece, e isso faz com que muita gente não saiba que existe a profissão de bibliotecário ou o curso de Biblioteconomia. Voltando ao assunto, depois que eu ouvi falar da área, comecei a pesquisar bastante:  vi a grade horária no site da UnB, olhei a bibliografia das disciplinas, procurei informações no Guia do Estudante, busquei saber sobre o mercado de trabalho aqui em Brasília e gostei muito do curso, pois eu trabalharia num lugar muito bacana, que é a biblioteca, e teria a oportunidade de ajudar os outros numa atividade que eu gosto muito, que é a leitura. Eu diria que essa indicação do meu tio foi o primeiro contato que eu tive com a Biblioteconomia.

A minha trajetória na universidade foi bem legal. Fiz algumas amizades, tinha um convívio bacana com a galera e ainda hoje tenho contato com muitos colegas de curso. Quanto à parte acadêmica, o curso também foi muito bacana. Era muito gratificante ter aula com vários mestres que são referência na nossa área, como o Professor Murilo Bastos da Cunha. No começo do curso eu não tinha muita noção, mas à medida que eu fui lendo a literatura e descobrindo a área, percebi que tinha muita gente de peso no corpo docente. Nas atividades extraclasse eu participei de um projeto de catalogação de discos vinil, que foi uma experiência bem interessante, e fui bolsista por pouco tempo no Repositório Institucional da UnB. No 3º semestre eu passei em um concurso de nível médio e me tornei servidor público. Foi uma experiência boa e ruim ao mesmo tempo: foi boa porque eu estava em um bom emprego, e já conseguia me sustentar; o ruim é que minha vida na faculdade ficou bastante corrida e eu só fui conhecer um pouco mais a realidade de uma biblioteca quando me tornei bibliotecário, porque os únicos estágios que eu fiz foram os supervisionados, devido ao trabalho. Mas eu não me arrependo. Conciliar o emprego, a graduação e os estudos para concursos foi uma experiência bastante desafiadora e prazerosa.

SB: 2) De onde surgiu a vontade de estudar para concursos?  

W: A resposta para essa pergunta é bem simples: Brasília não conta com um forte polo industrial e financeiro, e a maioria dos órgão públicos federais estão aqui localizados; aqui há uma grande cultura de se estudar para concurso público; meus pais e alguns familiares são servidores também. Juntando todos esses fatores, posso dizer que este seria um caminho “natural” pra tentar no mercado de trabalho. Um outro fator  que me motivou a entrar no mundo dos concursos públicos é que, apesar dos meus pais serem funcionários públicos, na época em que eu passei no meu primeiro concurso só o meu pai trabalhava. Ele tinha que dar conta de sustentar uma família de 5 pessoas. Por conta disso, a situação lá em casa era bastante “apertada”. Até para manter os meus estudos era complicado, pois havia muitos gastos com transporte, alimentação, material de estudo etc. Essa situação difícil me motivou a ir fundo nos concursos. Uma história legal disso tudo é que no primeiro concurso que eu passei, eu e minha mãe estudamos juntos. Resultado: eu passei nas primeiras colocações e fui chamado; ela passou um pouco atrás e foi chamada um ano depois. Passamos no mesmo concurso, mãe e filho!

SB: 3)  Qual foi o primeiro concurso que você fez para bibliotecário? Qual foi a sensação?

W: A primeira prova para o cargo de bibliotecário foi a do STJ, em 2012. Eu estava no 5º semestre e foi mais para “treinar”. A sensação foi muito legal. Eu já tinha experiência em fazer provas de nível médio, estava curioso para saber como seria a cobrança para prova de Bibliotecário. Antes de fazer a prova, fiquei um pouco receoso, achando que seria algo extremamente difícil. Mas, à medida que eu fui respondendo as questões, vi que era possível obter um bom desempenho. E isso vale para todo concurseiro na nossa área: todos são capazes de obter bom desempenho, basta se esforçar e estudar bastante. O meu maior receio antes da prova era baseado nas diversas fontes que a Biblioteconomia possui. Parecia um caminho extremamente longo a se percorrer  até conseguir obter melhores resultados. Mas, quando fiz a prova percebi que o conteúdo dos livros e artigos e o que a gente aprende em sala de aula nos dá um excelente subsídio para estudar. Apesar das diversas fontes, é possível conseguir boas notas.

SB: 4) Conte um pouco sobre as suas aprovações e sobre o seu método de estudo!

W: Como eu já faço provas há muito tempo, tenho algumas aprovações também em nível médio. As minhas principais aprovações são as seguintes:

NÍVEL MÉDIO

  • Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Distrito Federal – 2010: 4º lugar

  • Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios – 2013: 541º lugar (OBS.: mais de 1.000 candidatos foram nomeados para este cargo).

  • Ministério Público da União – 2013: 10º lugar.

NÍVEL SUPERIOR:

  • Ministério Público da União – 2013: 4º lugar

  • Conselho Administrativo de Defesa Econômica – 2014: 7º lugar.

  • Tribunal de Contas do Distrito Federal – 2014: 14° lugar

  • Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios: 1º lugar.

Quanto ao método de estudo, é muito importante ter organização. Mas, além de organização, é preciso ter eficiência no seu tempo livre. Eu baseio o meu método de estudos em dois aspectos principais: organização e eficiência.

A organização vem antes dos estudos. Quando eu falo “organização”, eu me me refiro à organização na vida como um todo. Salvo raras exceções, a maioria da pessoas que estuda para concursos não dispõe de muito tempo livre. Por isso é tão importante ser organizado. Eu diria que o principal objetivo da organização é otimizar o seu tempo, te dar tempo livre para estudar. Eu acho extremamente importante você saber as atividades que vai fazer durante o dia, e se possível, o horário e duração de cada uma. Não precisa ser uma coisa neurótica, em que tudo deve estar anotado nos mínimos detalhes, mas quando se conhece o que se deve fazer durante o dia, as chances de explorar o tempo livre são melhores, além do ganho de eficiência na execução de cada tarefa. Para se chegar nesse nível de organização, nós dispomos de vários instrumentos simples, como as agendas, os smartphones, os lembretes, etc. Eu não estou aqui dando uma “receita de bolo” e querendo ditar o que é certo e errado, mas a organização das tarefas do meu dia a dia melhorou bastante o meu desempenho nos estudos.

O outro pilar que eu citei no meu método de estudo é a eficiência. De nada adianta conseguir tempo livre para estudar se você não utiliza bem este tempo. Eu já li várias dicas em que as pessoas ensinam que se deve fazer uma grade horária, na qual devem ser inseridos o dia e horário das disciplinas que devem ser estudadas. Na minha visão, a intenção é boa, mas a ideia não. O grande problema que eu vejo nessa técnica da grade horária é o seguinte: o nosso dia a dia é muito dinâmico, e imprevistos e emergências acontecem. Vamos supor que eu utilize o método de grade horária em que eu devo estudar Biblioteconomia pela manhã e português à tarde. Caso eu tenha um compromisso que me impeça de estudar pela manhã, o que eu devo fazer? Compensar o estudo de Biblioteconomia da manhã, ou deixar pra lá e estudar português à tarde? É por este motivo que eu não gosto de estudar por uma grade horária fechada, pois ela não te dá dinamismo. Eu estudo as matérias por ciclos. Pra quem não sabe o que é, o estudo por ciclos é uma forma em que você organiza as matérias que vai estudar em um ciclo. Por exemplo, se eu for estudar Biblioteconomia, Português e Informática, eu monto um ciclo com essas 3 matérias. Se eu começar por Biblioteconomia, a próxima é português, e depois vem informática. Quando eu acabar o ciclo, é só iniciar a ordem novamente. Ou seja, a matéria que eu devo estudar é sempre a próxima do ciclo. Pra quem quiser uma explicação melhor, vale a pena ler esse artigo. O estudo por ciclos é bom porque te dá dinamismo, você consegue estudar vários assuntos dentro da Biblioteconomia, e consegue também equilibrar as outras matérias que você deve estudar.

SB: 5) Você foi o 1° colocado no concurso do TJDFT,  uma vaga bem concorrida, com questões difíceis de várias matérias fora do normal do bibliotecário,  como foi essa preparação?

W: A minha preparação para o TJDFT foi a mesma que eu faço em todos os concursos: estudo por ciclos e tento fechar totalmente o edital. Uma coisa que eu falo bastante nos meus vídeos é que a gente não deve estudar somente a Biblioteconomia. Tem que levar muito a sério as outras matérias, tentar pontuar bem nelas. Não adianta você saber muito um assunto, sendo que nos outros você é só mediano. Cada matéria tem um limite de questões para cair na prova, então você tem que saber de tudo um pouco. Por exemplo, essa prova do TJDFT foi realizada pelo CESPE. Geralmente, eles cobram entre 20-25 questões de português, o que equivale a 16% da prova. Informática geralmente cai umas 5 questões, e Direito (Constitucional e Administrativo) cai entre 10-20 questões. Isso em uma prova que o erro te pune, pois retira pontos. Só aí eu já citei umas 40 questões que não são de Biblioteconomia. É muita coisa!

Na Prova do TJDFT, eu errei 21 questões, sendo 10 nos conhecimentos básicos e 11 de conhecimentos específicos. Das 120 questões, eu só errei 21, sendo que 50 dessas eram de conhecimentos básicos. Isso reforça que devemos também estudar outras matérias. É o diferencial na aprovação!

SB: 6) Você considera importante o lazer na preparação para os concursos? Separava um tempo específico para isso?

W: O lazer é algo importantíssimo na preparação para concursos públicos. A jornada de quem estuda é muito estressante. A gente tem que lidar com vários tipos de pressões: a psicológica, a de tempo, a de aprendizado e muitas outras mais. Se a pessoa não separar um tempo para relaxar, entra em parafuso. Eu sempre estudei e continuo estudando dessa forma. Eu geralmente estudo em períodos de uma hora, e descanso entre esses períodos fazendo alongamento, esticando o corpo, dando uma volta. Praticar esportes também é importante, pois melhora o condicionamento físico e te deixa renovado. Eu gostava de jogar bola, de correr, teve até um período em que eu fiz natação. Não importa o esporte ou atividade física que você gosta de praticar, o que é importante é que sua saúde física esteja em dia. Além do cuidado físico é importante também  relaxar a mente. Então nada melhor do que assistir filme, ver série, passar um tempo com quem você gosta, enfim fazer algo que você gosta e que vá deixar você relaxado. Esse momento de relaxamento é tão importante quanto se dedicar várias horas estudando para concurso. Se eu pudesse resumir o processo de estudo em uma única palavra, eu diria que essa palavra é EQUILÍBRIO.

SB: 7) Já está feliz com seu cargo ou pretende continuar estudando para outros concursos?

W: Eu gosto bastante do órgão e da área onde eu trabalho. O Ministério Público é uma instituição que tem uma missão muito importante para a sociedade. E a área jurídica é repleta de desafios, pois a gente é obrigado a sair da zona de conforto para aprender mais e ter um melhor desenvolvimento profissional. Eu estou curtindo muito o lugar onde eu trabalho. Mas, como nunca sabemos o dia de amanhã, eu sempre estudo, pois eu penso que quem sempre está com boas colocações nos concursos possui mais poder de escolha onde quer trabalhar.

SB: 8) Você tem a sua fanpage, o canal no youtube e já ministrou aulas, gosta desse universo do ensino? 

W: Eu gosto muito desse universo. Ao mesmo tempo em que a gente passa o conhecimento para frente, a gente recebe muito mais em troca. Tentar ensinar algo é uma coisa fantástica, pois tira a gente da zona de conforto. E é muito gratificante ouvir depoimentos de pessoas dizendo que foram impactadas de alguma forma pelo nosso trabalho. O blog meio que começou como uma coisa despretensiosa, em que eu queria só um espaço para transmitir algumas ideias minhas, divulgar eventos na área, publicações periódicas e outras coisas que eu achasse interessante, mas eu comecei a falar de concurso, que é uma área em que eu tive muito contato e ainda tenho, e as pessoas foram gostando. Depois que eu conheci o Diego Barros e ele começou a trabalhar comigo no blog, fomos amadurecendo a ideia de criar o canal no YouTube. A gente pretendia passar um pouco do que a gente sabe para frente, não imaginávamos que os vídeos teriam um reconhecimento tão grande.

Apesar de ter feito vários vídeos e já ter ensinado em evento presencial, o que eu mais gosto é de escrever, ensinar através de análises escritas. Mas todas as formas de ensino são muito interessantes, e é uma experiência bastante enriquecedora.

SB: 9) Deixe uma mensagem final aos leitores do Santa biblioteconomia!

W: Continue perseguindo os seus sonhos e objetivos! A caminhada é longa, o processo é árduo, e há muitas dificuldades pelo caminho. Entretanto, a vitória é muito maior do que todas estas dificuldades. E isso vale para qualquer sonho que nós temos, não só para concursos. Persiga incansavelmente o seu objetivo. Antes de tudo, você deve acreditar em si mesmo, acreditar que é possível alcançar. Como nada na vida vem de graça, você deve se preparar, estudar bastante, ter muita organização, tentar evoluir sempre e não desistir. E se não der certo uma vez, recomece e tente novamente. Uma frase que é muito batida, mas que ilustra bem o espírito do que eu tô falando: “não se faz concurso para passar, mas ATÉ passar”. O foco é esse: enquanto você não conseguir o seu objetivo, a jornada não terminou.

Thalita, Muito obrigado pela oportunidade de estar aqui no seu blog. Sem dúvida, aqui é um espaço importantíssimo para quem quer evoluir nos concursos públicos.

Quero mandar um abraço para a minha noiva, os meus familiares e meus amigos. Sem eles não teria sido possível chegar até aqui.

Um abraço especial para todos que nos acompanham no blog ou em qualquer uma de nossas redes sociais. 

 

Agradeço muito a entrevista e deixo essa inspiração a todos! Adorei! Ah e essa é a fanpage do trabalho do Wesley, Bibliothings!

 

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

 

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Aprendendo com quem sabe: Ariadne Araújo

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Olá, na sessão ‘Aprendendo com quem sabe” temos a minha colega Ariadne, eramos da mesma turma na UFRJ, depois de 4 anos de convivência posso dizer que é uma menina super esforçada, dedicada e generosa!  Convidei ela para essa bate-papo sobre suas várias aprovações em concursos , vale a pena conferir suas dicas! 😉

1) Como você se interessou pela faculdade de biblioteconomia? Como foi sua trajetória na universidade ?

Na verdade a minha primeira escolha foi pela Museologia na UNIRIO, porém já no primeiro período eu fiz a disciplina Ciência da Informação que fazia parte do 4º período do curso de Biblioteconomia. Graças a essa disciplina eu tive contato com alunos de biblio que me apresentaram um universo de muitos estágios, concursos públicos e até mesmo vastas possibilidades na iniciativa.

2) De onde surgiu a vontade de estudar para concursos?

Eu sempre tive como objetivo ser aprovada em um concurso público. Confesso que escolhi a Museologia pela baixa relação candidato x vaga no vestibular e o plano era prestar concurso para cargos que exigissem qualquer formação em nível superior. Mas para minha felicidade eu encontrei a Biblioteconomia e me encantei.

3) Você fez estágios durante a faculdade? Eles te ajudaram a decidir pela carreira pública?

Eu fiz estágio desde o 3° período da faculdade. O primeiro foi em uma biblioteca universitária, o segundo foi na Biblioteca da Academia Brasileira de Letras e o terceiro na Procuradoria Regional da República do Rio de Janeiro – Ministério Público Federal. Este último funcionou como um “test drive” na minha vida de concurseira porque o processo seletivo foi em formato de concurso, com edital, provas teóricas e práticas e divulgação da colocação dos candidatos. Eram apenas 2 vagas e eu fui a segunda colocada oque foi uma surpresa pra mim, na verdade. A partir desse momento eu percebi que seria possível realizar o sonho da carreira pública e no meu dia a dia do estágio eu de fato decidi a me esforçar para ter a estabilidade que o emprego público oferece.

4) Qual foi o primeiro concurso que você fez? Lembra como se preparou? 

Meu primeiro concurso foi para FINEP. 

Como ainda estava na metade do curso, eu não havia concluído boa parte dos conteúdos cobrados na prova, então acabei não atingindo o mínimo de pontos. Para essa prova eu estudei lendo os materiais das disciplinas que já tinha cursado.

5) E como foi sua trajetória de preparação para os concursos? Quando você começou a se considerar concurseira?

Eu comecei a estudar para concursos a partir do 5º período da faculdade.Eu me preparava sempre resolvendo provas de concursos anteriores. Refiz muitas e muitas provas, mas quando me deparava com alguma questão que não sabia responder eu nunca chutava e sim voltava aos textos sobre o assunto abordado na questão para responder. Dessa forma eu fui assimilando os conteúdos de maneira mais sólida. Acho que me senti concurseira de fato quando fui aprovada como 1ª colocada no concurso do DEGASE, quando estava no início do 7º período.

6) Conte um pouco sobre as suas aprovações.

Eu fui aprovada como 1ª colocada nos concursos da Transpetro, Petrobras (onde trabalho atualmente) e DEGASE. No concurso da UNIRIO  fui aprovada em 10ª, no do TJRJ em 4º, no do TRF em 8º e no do BNDES em 24º. Todos esses concursos foram realizados entre os anos de 2012 e 2013.

7) Quais dicas você daria a quem está estudando para concursos?

A dica é simples: estude! Eu sinceramente não acredito em aprovação sem estudo, sem dedicação, sem foco. Além disso, acho importante não nos atermos ao número de vagas. Pode parecer clichê, mas eu procurava pensar: eu sou uma só, então eu só preciso de uma vaga! E mais, alguém tem que passar. Por que eu não posso ser este alguém?

Pra finalizar, de coração, espero que cada leitor do Santa Biblioteconomia, não desista do seu objetivo, acredite no seu potencial e pense positivo sempre. A luta é grande, mas a vitória é certa! E se por um acaso a aprovação não acontecer, estudar nunca é demais. No mínimo você se tornará um profissional mais capacitado e confiante.

A minha colega de turma Thalita Gama, deixo meus sinceros parabéns pelo trabalho tão bem sucedido com o Santa Biblioteconomia. Fico muito feliz quando vejo que a nossa área conta com profissionais tão empreendedores e criativos! 

Obrigada Ariadne, foi ótimo saber um pouco mais da sua trajetória (: 

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

Aprendendo com quem sabe: Joyce Freire

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Olá, 

hoje temos uma entrevistada aprovada em vários concursos e que com certeza vai te inspirar! Com vocês Joyce Freire!

Pra começar : Como você se interessou pela faculdade de biblioteconomia? como foi sua trajetória na universidade ? 

Bem, meu interesse em Biblioteconomia, confesso, não teve nada de “mágico”..

Eu na verdade queria cursar Direito, mas a relação candidato/vaga era altíssimo, e então eu tive a bela ideia de tentar Biblio (cujas disciplinas eram as mesmas de Direito, se não me engano) para depois fazer a prova de mudança de curso. Mas eu conheci pessoas maravilhosas durante os 4 anos de curso, logo comecei a estagiar e consegui enxergar um campo legal para atuar, carente de profissionais, menos estressante que o mundo jurídico e com concursos menos concorridos.


E como surgiu o interesse nos concursos públicos? 

Desde meus primeiros contatos com a Biblioteconomia eu já sentia que seria servidora pública. Infelizmente para se ganhar relativamente bem na nossa área, tem que ter muita sorte para atuar em grandes empresas privadas (ou Q.I. né?), ou meter a cara e estudar para concurso. E foi o que eu fiz.. 

Como você começou a se organizar para os estudos de concurso? Encontrou dificuldades?

Eu fiz dois cursos para concursos em Biblio: um presencial, de dois sábados, na Contempory, e um on-line, do Gustavo Henn. Ambos me foram muito importantes, porque muita coisas que cai nas provas você não vê nas aulas.. ou vê de forma superficial, e então em cursos como estes, e certamente no Santa Biblioteconomia, você lida com questões reais de provas, aprofunda-se nos temas recorrentes, etc… Não encontrei muitas dificuldades, além daquelas que nós mesmos criamos.. Tempo pra redes sociais, televisão, shopping, sempre arrumamos, pra estudar nunca temos.. Então lendo os livros clássicos, procurando um artigo ou outro dos assuntos mais importantes, pegando umas resenhas e correções de provas na internet, você já tem um excelente material de estudo.

Fale um pouco das suas aprovações!

Adoro falar sobre as minhas aprovações rsrs

O primeiro concurso que passei foi o Conselho Regional de Economia-RJ, em 2012. Já entrei como chefe, foi uma experiência legal, embora eu tenha ficado menos de três meses lá.. foi onde conheci o meu amor rsrs

Logo em seguida fui aprovada para UNIRIO, também em primeiro lugar \o/ e fiquei por 10 meses na biblioteca de Medicina. É ruim falar porque a cara blogueira a quem falo trabalha lá rs mas faltava de tudo, até cola! E na Medicina não tem ar condicionado, ambiente hospitalar… enfim, apesar de amar as pessoas que encontrei na UNIRIO fui tentar outros concursos, ingressando em março de 2014 na Fundação Casa de Rui Barbosa, onde achei que ficaria por resto da minha vida. O trabalho era muito tranquilo, as pessoas gentis, o ambiente maravilhoso (ahhh aquele jardim Preto de copas (cartas)) e fiz amigos que espero levar para vida toda. Porém… acabei sendo chamada pro Ministério Público da União, e por acreditar que a carreira no Judiciário é mais promissora, há poucos dias tomei posse em São Paulo. 

 

Pra terminar ,qual dica você daria para quem está começando a estudar ou já está nesse caminho a algum tempo?

A dica número 1 que eu posso dar é: nunca desista. Não ache que por uma colocação não muito boa você não vai ser chamado. A prova do MPU eu fiz antes da FCRB, era trigésima colocada e era apenas uma vaga, mesmo que 3 anos depois da prova, eu fui chamada… quando nem lembrava da prova… então nunca é impossível.   

E claro, ir tentando, fazendo todos que aparecerem (já que as disciplinas não são tão diferentes), porque ao mesmo tempo que você se habitua com as questões da área, que se repetem muito, você cria experiência em fazer provas, perde o nervosismo, controla melhor o tempo e tudo mais.

E é isso…

espero que gostem!

Eu achei super honesta as palavras da Joyce, adorei! Obrigada pela participação (:

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

 

 

Aprendendo com quem sabe: Jorge Cativo

thalitaHoje temos uma entrevista com um cara muito especial: Jorge Cativo! Um bibliotecário  que mora em Manaus e tem uma história super bacana e inspiradora! Tive o prazer de conhece-lo no último CBBD, e tenho certeza que vocês vão gostar muito do que ele tem para compartilhar!

Pra começar: Como você se interessou pela faculdade de biblioteconomia? E como foi sua trajetória na universidade ?

Minha trajetória na Biblioteconomia pode ser dividida em dois capítulos:

Primeiro capítulo

Influenciado por ter começado a estudar informática a partir dos 12 anos e as consequências e escolhas vindas disso: entrar no mercado de trabalho informal, fazer um nível médio técnico aprendendo mais sobre redes, programação, manutenção, internet; ou informação, as bibliotecas e uma visão além, houve um dia em que chegou a hora de decidir uma profissão e um curso superior na graduação para cursar e formar.

Atuando com informática desde cedo, achei que a escolha seria Ciência da Computação e não a Biblioteconomia. Apenas achei. Eu estava enganado.

Embora também gostasse de livros, de leitura e fosse neto de um poeta e autor sempre lembrado da letra do hino do Amazonas – Jorge Tufic – que sempre despertava em mim um orgulho imensurável e um sentimento de que bibliotecas eram especiais e significativas simplesmente por reunir suas obras – ele tem até biblioteca no nome dele – minha escolha foi primeiro pela Informática.

Por ironia do destino, seria aprovado primeiro em Biblioteconomia e não em Ciência da Computação ao fazer vestibular e escolher minhas prioridades nas opções de curso. O ano era 2001, fiz dois períodos do curso de Biblio, mas no ano seguinte ao prestar novo vestibular, outra vez para Ciência da Computação, fui aprovado em duas instituições.

Veio uma enorme pressão da família e dos amigos e a primeira decisão importante na vida deveria ser tomada. Com ela, considerem o fim de uma fase e do primeiro capítulo sobre a Biblioteconomia na minha vida. Deixar ou não o curso de Biblioteconomia e fazer Informática?

Optei pela Ciência da Computação e quando formado, depois de ter inúmeros empregos na iniciativa privada, sentia uma infelicidade interior se unido aos baixos salários e a um grande número de profissionais burocratas que faziam da profissão, algo que definitivamente não precisava ser ou fazer atuando!

Sentia que algo lá dentro parecia dizer:

– Volte a fazer Biblioteconomia Jorge. Você é feliz trabalhando com informática? Por que não voltar e concluir o curso de Biblio?

Segundo Capítulo

Oito anos depois e inúmeras experiências com a informática como profissão, o ano de 2009 acabava e decidi voltar. Faria o Enem, iria voltar ao curso e dessa vez, concluí-lo. Eu queria aquilo e embora ninguém entendesse o porquê da escolha, ali estava eu, aprovado e de volta ao Curso de Biblioteconomia da UFAM em 2010.

Aproveitamento de disciplinas já cursadas realizado com sucesso, iniciei o curso a partir do terceiro período. Detalhe: durante a espera do aproveitamento, ainda cursando as disciplinas como calouro, conheci a mulher, aluna do curso e hoje Bibliotecária também concursada, com quem casei e hoje é minha esposa e também um presente de Deus vinda por intermédio da Biblioteconomia: Edinara Cativo.

Ao voltar para o curso, imaginem que minha mentalidade sobre o papel e a importância da universidade era outro, precisava aprender além, não me limitar ao ensino, participar de atividades de pesquisa e extensão, desenvolver atividades práticas, conhecer e me deparar com pessoas que outrora estudei e hoje eram profissionais … Minha percepção havia sido literalmente modificada.

Outro marco que recordo foi ter presenciado em meu regresso, praticamente todos os profissionais da turma do ano de 2001 atuando, bem empregados e consequentemente bem sucedidos, imaginei. Alguns na docência, na chefia de bibliotecas em instituições públicas e outros nas muitas instituições com bibliotecas de Manaus.

A união daquilo tudo me fazia assistir aulas com uma sensação de também poder chegar lá: aulas eram gravadas, frequentava diariamente a biblioteca, muita leitura, tempo dedicado na criação de mapas mentais, reunião de fontes, fins de semana com estudos em grupos com alguns amigos, elaboração de resumos, resenhas e a decisão por opção de andar com pessoas com objetivos e propósitos comuns aos meus no curso.

Nada de perder tempo. Afinal, o foco era ter meu diploma reconhecido pelo MEC e uma preparação adequada para prestar concursos públicos.

Alguns aliados ajudaram bastante e devem ser lembrados: conheci e aprendi muito com os mantras e as técnicas de estudo e realização de provas de um juiz federal chamado Willian Douglas – conhecido como guru dos concursos. Li todos os seus livros. Comprei materiais e livros publicados do grande parceiro Gustavo Henn. Sou fã de Thalita Gama e sua iniciativa de ministrar aulas preparatórias para concursos. Acreditem: não há dinheiro que pague poder fazer um curso desses.

Enfim, sentia-me feliz na nova fase e a cada dia com o aprendizado aumentando e o desejo de ir além da sala de aula, tudo que me fizesse aprender mais, eu buscava!

Três anos depois em 2013, receberia o diploma em colação especial adivinhem o porquê? Já na graduação tive as primeiras 4 aprovações – tendo perdido as oportunidades de assumir em uma por ainda não ter diploma, em outra formalizando pedido de final de fila, e ainda pedindo prorrogação de posse e perdendo-a futuramente. Na última delas, finalmente consegui antecipar defesa de TCC, receber o diploma e começar a atuar.

E como surgiu o interesse nos concursos públicos?

O interesse surgiu pelo desejo de ter um futuro melhor, trabalhando menos e recebendo um salário que me permitisse ter uma casa, ajudar na renda da família e principalmente, atuando com algo que me realizasse.

Cheguei a atuar no serviço público municipal na área de informática e percebi os muitos estereótipos que vinculavam o funcionário público além da estabilidade e da garantia de um emprego. Outras razões que posso mencionar são:

* Os baixos salários no serviço privado. Imaginem que chegava a fazer cálculos do tipo: se em um ano, ganhando mil por mês, receberia 12 mil. Concursado, se ganhasse 5 mil por mês, em três meses teria 15 mil. Trabalhar um ano ou o equivalente salarial em apenas 3 meses?

* A comprovação de que algumas pessoas tinham passado os mesmos quatro anos na graduação que eu e atualmente trabalhavam pouco recebendo valores inimagináveis (por mérito ou não)! Já sabia o que era trabalhar muito de segunda a sábado nas lojas de informática, nas empresas fazendo manutenção de computadores e até acreditando que a vida de bicos me era suficiente.

* Inegável afirmar também que o fato de ver sempre vagas em concursos para Biblioteconomia enquanto ainda fazia informática, também influenciaram bastante no desejo de fazer concursos.

Como você começou a se organizar para os estudos de concurso? Encontrou dificuldades?

Comecei os estudos, comparando ementas das disciplinas do Curso de Biblioteconomia da UFAM com os assuntos que eram cobrados em concursos da área. Precisava antecipar e até querer prever os conteúdos ministrados pelos professores do curso. Além disso, precisava saber se seriam ou não exigidos nas provas. Seria fundamental tentar coincidir o que bancas em seus editais, trariam nas questões de suas provas e o que me era necessário aprender!

A partir disso, passei muitas aulas da graduação fazendo mapas mentais, resumos, resenhas. Devo ter elaborado uns 200 mapas, tenho áudios de quase todas as disciplinas, todas hierarquizadas em temáticas e associadas aos conteúdos que sei serem inevitavelmente cobrados em concursos a partir do edital. Assuntos de um edital, organizava mentalmente e todos os assuntos, aulas, fontes, mapas e áudios vinham em minha mente e memória.

Passei inclusive a aprender mais sobre o funcionamento do cérebro, sobre redes neurais, aprendi algumas coisas sobre concentração e funcionamento da memória. Precisei usar processos mnemônicos, criar jogos com questões de provas, fazer quizz de questões em flash e o melhor, fazia tudo aquilo com uma vontade de um dia conseguir ser aprovado!

Confesso a vocês – que isso não saia desse site – que andava com gravador carregado ao vagar pela Universidade e até alguns diálogos de corredores com professores como Célia Simonetti Barbalho, Tatiana Brandão Fernandes e Raimundo Martins de Lima, ajudavam muito no manter ou reformular concepções sobre a área. Nessa época assisti um vídeo de outro grande referencial que impactou positivamente em minha carreira de estudante: Daniela Spudeit! Tudo que pensei que sabia sobre a Biblioteconomia foi marcado pelo antes e depois de tudo que ela já publicou! Passei a sonhar que um dia eu a conheceria e escreveríamos um artigo juntos.

Outra tarefa importante em meu aprendizado, foi mapear algumas fontes pertinentes e cobradas em concursos. Para isso, editas com bibliografia recomendada me fizeram construir uma bibliografia de biblioteconomia para concursos por temática.

Além disso, tive a necessidade de mapear bancas e com elas, questões exigidas e os assuntos, sempre relacionando-os ao método de hierarquizar por temáticas, fazendo muitas provas anteriores daquela banca!

Tinha uma bibliografia, um gravador, um local adequado de estudo e pensei…

– Preciso de uma técnica para fazer provas.

Começar com questões que sabia resolver, não perder tempo com questões que não lembrava de imediato a resposta e a resolução da prova na ordem da hierarquia dos estudos – e não na ordem com que a banca exigia.

Dificuldades? Sim! Muitas! Não era fácil ter que filtrar pessoas com os mesmos objetivos que eu: estudar! Aprender a dizer não para festas, para alguns amigos que gostavam daquela cervejinha.

Ser aprovado em um concurso e lidar com a reprovação foi muito frustrante. Não sabia como lidar com aquilo. Não sou fruto apenas do Jorge Cativo que passou em alguns concursos. Precisei aprender a lidar com a derrota e aprender que reprovar me ensinaria a ajustar algo que ainda faltava ajustar. Era um laudo vivido na pele.

Aprovação é fruto de algum tempo e trabalho como diria Willian Douglas. Muitas de suas máximas ou mantras viveram na ponta da língua por meses. Afinal, acreditava mesmo que “quem com concurseiros anda, em concurso passa!”

Outra dificuldade identificada: não adiantava quase gabaritar a prova de Biblioteconomia, conhecer a lei de lotka de Gustavo Henn com relação à Biblioteconomia errando duas, três, no máximo quatro questões e estar na média de aprovação de 80% da prova e me dar mal nas provas de Língua Portuguesa e Raciocínio Lógico.

Já fiz alguns concursos durante os últimos 4 anos. Tive 4 reprovações entre os 25 concursos prestados. Entre os motivos das 4 reprovações, mesmo acertando em uma das provas 90% de questões de conhecimentos específicos e errando apenas 2 questões de 20, adivinhem o que me prejudicou?

Fui reprovado na prova de Língua Portuguesa não tendo atingindo os 60% que a banca exigia. Aquela prova e uma única questão de Língua Portuguesa que me faltou, me fizeram perceber que não bastava ter conhecimentos apenas na prova de conhecimentos específicos. Ouvi muitas piadas por conta daquele concurso, afinal, onde estava o concurseiro que passava em todos os concursos? Eu havia aprendido duas lições.

A primeira: nunca deixaria de estudar, fazer concursos e estar renovando meu conhecimento. E para isso, a maratona de concursos é interessante em todos os aspectos. Além disso, provas são laudos que dizem qual o nível de seu aprendizado. Nunca deixem de estudar, aplicar algumas técnicas de estudo e estar sempre pelas salas fazendo provas. Já não faço provas só por querer passar (atualmente já estou empregado), mas por algo novo que aprenda, pela experiência de inúmeros detalhes que antes não percebia: desde a publicação de critérios para aprovação no edital, a banca, o seu site e prazos, a existência de provas de títulos, os critérios de eliminação, no dia das provas a postura de fiscais, da infraestrutura de salas, do comportamento nervoso de alguns candidatos, dos tipo de questões nas provas, do momento ideal para preencher o gabarito e claro, o prazer de conferir o gabarito e entrar com recursos em questões que durante a prova já sinalizava que seriam passíveis de recurso.

A segunda: eu precisava usar as mesmas técnicas da Biblio, agora com o nosso Português e por que não Raciocínio Lógico. Descobri que os anos na Ciência da Computação haviam garantido algum conhecimento sobre a informática e não teria grandes problemas de ser eliminado pelo menos. Gravador, mapas, resumos, e acreditem: passei a frequentar cursinho com o grande professor Pedrosa em Manaus. Conheci Adriana Figueiredo e sua gramática, Flavia Rita com sua didática e metodologia incríveis… Muitas manhãs com as aulas de Língua Portuguesa deles! Passei a assistir vídeos aulas e comprar gramáticas que se aproximavam de uma proposta de estudo por hierarquização das 5 partes da gramática de forma resumida, clara e objetiva. Hoje até começo uma prova sempre pelas questões de Língua Portuguesa!

A partir disso, passei a fazer muitas provas e me sentia cada vez mais preparado para repetir a chamada curva do conhecimento mencionada por Willian Douglas.

Sensacional Jorge, agora conte um pouco das suas aprovações!

Aprovações são fruto de muita dedicação e muito estudo. É preciso aprender o significado de procrastinação e evita-la ao máximo. Há 3 anos me vi no dicionário entendendo seu significado para só então colocá-la em prática. Na graduação quando passei no primeiro concurso e sabia que não poderia assumi-lo, fui estimulado a estudar ainda mais. Era desafiado ainda mais a ter meu diploma e poder um dia assumir um cargo público e atuar profissionalmente nas condições salariais que havia sonhado.

O concurso deve ser tido como uma maratona e aprovar é como pensar na reta final dela imaginando que você está bem preparado e acredita fidedignamente que tem potencial para vencer!

Consegui ser aprovado em 21 concursos, dos 25 que prestei. Já fui aprovado e já atuei nas três esferas e nas áreas de Informática e Biblioteconomia. Eis alguns:

UFAM(10)-Biblio, UFAM (1)-Biblio, TRE(1)-Biblio, INPA(2)-Biblio, SEMED(27)-Biblio, SEDUC(12)-Biblio, SEMSA(6)-Info, Manaus Energia(14)-Info, IMPLURB(2)-Biblio, HUGV-Biblio (2), IFAM(2)-Biblio, PM-IRANDUBA-Info(1), PM-IRANDUBA-Biblio(1), SEC(1)-Info.

Uma coincidência memorável nessa trajetória diz respeito ao meu atual parceiro de trabalho no INPA: o bibliotecário e poeta Inácio Oliveira Lima Neto. Vocês lembram do meu avô como uma das razões para talvez querer fazer Biblioteconomia? O destino trouxe um poeta e bibliotecário para atuar junto comigo. Querem outra coincidência? Passamos duas vezes em concursos consecutivos apenas alternando primeiro e segundo na Universidade Federal do Amazonas e no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, onde trabalhamos. Dois concursos públicos federais consecutivos. Incrível isso não é?

Pra terminar ,qual dica você daria para quem está começando a estudar ou já está nesse caminho a algum tempo?

Deixarei 8 dicas a pedido da nossa Santa Biblioteconomia:

Para quem começa os estudos:

1. Querer passar é o primeiro passo. Não deixem nenhuma oportunidades de fazer um concurso por acharem que estão em período x ou y; ou por não terem diploma; ou por não querer gastar o dinheiro do valor da inscrição. Tirar o NIS (informem-se sobre) pode ser uma boa saída para aqueles que não tem renda e podem conseguir a isenção da inscrição. Só faz concurso quem se inscreve e se prepara com antecedência.

2. Aprenda a dizer não! Será necessário! Para isso, criem filtros e percebam quem e o quê é aliado ou atrapalha na busca por sua aprovação. Identifiquem fatores que ajudam ou afastam você do seu objetivo de aprovar. Neil Gaiman explica!

3. Ter um espaço apropriado para os estudos é importante, portanto, iluminação, clima, mobiliário devem ser observados como fator de aprendizado. Conheço gente que se não tem essas condições em casa, busca bibliotecas e casa de amigos, mas sabe que aquele vizinho barulhento, a lâmpada do quarto, a cadeira da sala irão influenciar no seu aprendizado;

4. Escolham fontes indispensáveis e exigidas para cada temática dos editas. Lembrem da bibliografia, dos editais hierarquizados! Além disso, existem profissionais que possuem dicas, técnicas, assuntos e a experiência necessária para reunir e sintetizar conteúdos que realmente estão presentes em provas. Apostilas como a do aulão de Thalita Gama podem ser fundamentais;

5. Estudos em grupo com pessoas que também querem passar em concursos, podem facilitar o processo de aprendizagem; Aprendam os “mantras” de Willian Douglas!

6. Descubram métodos de aprendizado que vão além da simples busca e leitura de fontes: mapas mentais, resumos, resenhas, vídeo-aulas, áudios, aulas presenciais são formas importantes de identificarem se aprendem melhor explorando visão, audição ou ambos.

7. Provas anteriores são essenciais para a familiarização com assuntos, temáticas e a própria identificação da tipologia das questões;

8. A recompensa é e sempre será maior do que todo sacrifício que imaginarem passar. Pensem na linha de chegada da maratona e na posição que podem estar!

Para quem já está nesse caminho a algum tempo:

1 O início dos estudos não deve depender de edital aberto;

2 Técnicas de estudo, sozinhos ou em grupo e realização de provas anteriores são essenciais para melhorar seu desempenho e também conhecer as bancas;

3 Seu maior concorrente é você mesmo, por isso, nada de pensar que a culpa é do outro, ou que esse outro é seu concorrente. Assim como uma maratona, aquele que melhor preparado estiver, terá maior chances de ser um vencedor;

4 Sua colocação final no concurso deve ser um parâmetro para rever ou não suas práticas e suas técnicas de estudo;

5 Lembrem-se que a cada dia alguém começa a estudar e o tempo de estudo é fundamental para conseguir assimilar assuntos exigidos em uma prova;

6 Comecem a estudar o que menos sabem e não esqueçam que Língua Portuguesa e Raciocínio Lógico também são disciplinas importantes embora tenham peso menor;

7 A fila anda e é inevitável que sua vez chegue. Tempo e muito trabalho são necessários e quando aprovar e for convocado, tenha convicção e certeza de que ocupará um cargo púbico por méritos próprios;

8 Por fim, se a vaga não vier, aprenda que a reprovação tem que ser tida como um laudo positivo que apontará onde podemos ser melhores e não temos sido!

Por fim, lembram do sonho de conhecer e escrever um artigo com Daniela Spudeit? Esse eu já realizei! Acreditem e busquem a realização de seus sonhos! Desejo foco e muito sucesso a todos que estão na luta por um lugar ao sol. As bibliotecas precisam de inovação e renovação e uma nova geração de profissionais tem começado inúmeras mudanças necessárias, por méritos próprios, a partir das vagas nos inúmeros concursos e das vagas que continuarão existindo no serviço público.

Concursos em 2016? Já vimos que a crise não impedirá servidores de se aposentarem – mesmo que compulsoriamente, muito menos novas vagas serem criadas pelas necessidades das instituições públicas, principalmente as de ensino e pesquisa do país.

Vou me despedir agradecendo a iniciativa esse espaço da Santa Biblioteconomia pelas duas Thalitas, uma com, outra sem h. Sou um grande fã desse projeto! Espero ter ajudado alguém partilhando um pouco de minha trajetória profissional e da experiência na aprovação em alguns concursos. Fico à disposição para ajudar qualquer um dos muitos concurseiros desse Brasil que na maratona de estudos e provas, sabem bem onde querem e podem chegar!

Foco sempre!!!

Jorge Cativo

Mapas mentais que o Jorge disponibilizou para vocês: 

FGV - EDITAL

RESUMO

PROCESSO DE REFERENCIA

SR - PROCESSO DE REFERENCIAObrigada pela entrevista, foi muito generosa (:  Seguimos nos estudos!

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

Aprendendo com quem sabe – Entrevista com Klara W. Freire

Hoje temos uma convidada muito bacana sendo entrevistada aqui,espero que curtam  e se inspirem na história de vitória  e dedicação da Klara. Ela Atualmente é bibliotecária do TRF 2° Região, tem na bagagem muitas aprovações e ministra cursos preparatórios para concursos. Confira!

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Santa Biblioteconomia – Como surgiu seu interesse pela faculdade de biblioteconomia? Como foi sua trajetória na universidade ? 

Klara – Interessei-me pela faculdade de Biblioteconomia por conta de minha mãe. Ela havia visto algo sobre a carreira e achou muito parecido comigo. Sempre fui curiosa, gosto de pesquisar sobre variados assuntos e adoro livros – independentemente de não ter tempo de lê-los, continuo comprando, hahaha. Assim, logo procurei saber sobre a área.
Durante a universidade, sempre fui bem estudiosa, daquelas chatinhas que se preocupava em ler todos os textos, fazer os mil trabalhos etc., etc. Mais ao final do curso, o corre-corre, a monitoria de algumas disciplinas (Representação Descritiva e Competência em Informação), o estágio, trabalhos de iniciação científica, a participação em uma Empresa Júnior da UFRJ, o estudo para concursos e a monografia me deixaram mais relaxada, porém, sempre tentei fazer o meu melhor. Não fui aqueles milagres ou daqueles que se dão bem depois de uma “vida mansa de estudos pós-formatura”; sou resultado de algo que foi construído, com muito suor, aos poucos, nesses 4 anos de graduação.
Santa Biblioteconomia – E como surgiu o interesse nos concursos públicos?

Klara-  Ah! Foi uma das “heranças genéticas” (risos)! Sempre fui orientada para querer ser servidora pública por minha mãe, que trabalhou 14 anos de sua vida na Caixa Econômica Federal (CEF), saiu para ter o tal do “próprio negócio” e faliu como muitos outros que aderiram ao Programa de Demissão Voluntária (PDV), do Governo FHC. Assim, ela viu que ter um “patrão” como o Governo era melhor que ser um empreendedor falido e me “catequizou” para querer ser servidora, “e estatutária, de preferência! Nada de CLT! Empresa pública nunca ninguém sabe o destino!”, diz ela. Tentei vários concursos à nível de Ensino Médio antes até de sair do colégio, aos 17 anos. Mesmo sem idade para assumir, fazia as provas como experiência. Ao chegar à Universidade, descobri que a Biblioteconomia poderia trazer-me muitas coisas: o tão sonhado emprego público, uma boa remuneração e a satisfação profissional de atuar em minha área de formação. Sei que muitos não tem este privilégio! Nós, bibliotecários, conseguimos isso rapidamente, basta esforço e dedicação. Como diria um colega nosso de profissão: a gente não fica desempregado, basta ser minimamente competente no que faz (muitos risos). Tenho uma amiga que diz que, quando criança, minha mãe deveria me ensinar as palavras assim: pegava uma bola e dizia,

“Klara, isso é:
a) uma bola;
b) um lápis;
c) uma cadeira;
d) NDA.
Santa Biblioteconomia – E como você começou a se organizar para os estudos de concurso? Encontrou dificuldades mesmo sendo uma boa aluna na faculdade?
Klara-  Comecei tentando conciliar as mil atividades com umas horas de estudo por semana. Obviamente, meu tempo de lazer – apesar de ser necessário – foi bem reduzido. Tive que dizer “não” para muitas “sociais”; tudo na vida é uma questão de prioridade. A minha, naquele momento, era passar em um bom concurso. Claramente, encontrei dificuldades. Ser boa aluna em sala de aula, não é sinônimo de saber passar em concurso, certo? Conheço muita gente competente e dedicada que nunca teve bons resultados em provas de certames. A grande dificuldade foi “aprender” a fazer prova, saber o que era importante e o que não era na hora do estudo. Temos um mar de informações, se não souber filtrar o que realmente interessa, você acaba com o HD cheio de coisas que não vão fazer a menor diferença para conseguir uma boa colocação.
Santa Biblioteconomia – Fale um pouco das suas aprovações e dos cursos preparatórios que você tem ministrado, como é essa experiência?
Klara- Minha primeira aprovação aconteceu ainda na faculdade, ao meio da graduação, fui a primeira colocada do concurso da Casa da Moeda. Naquele momento, ainda não estava estudando para concursos, apenas, como falei, era uma aluna dedicada. A partir deste resultado, comecei a tentar estudar para provas, mas era bem difícil conciliar as obrigações da sala de aula com a preparação “concurseira”. Foi aí que senti falta de um cursinho focado nisto, algo que me ensinasse a “atalhar” o caminho para aprovações. Nesta época, conheci o material do professor Gustavo Henn. Digo sempre, não posso negar, que ele muito contribuiu para meu crescimento como “Biblioconcurseira”. O primeiro curso que realizei foi possível pelo apoio de uma apostila dele, achei que seria pouco legítimo ministrar um curso sem mostrar de onde vieram meus fundamentos. É muito bom poder compartilhar o que aprendi durante essa vida concurseira, não era justo morrer e levar tudo comigo, né?
Tive várias boas aprovações, assim como clássicas derrotas. Acho que ninguém vem só pra vencer na vida. Um dia você ganha, no outro perde, e por aí vai. Sempre tive fé e isso me ajudou a continuar a caminhada. Não é fácil! Fazia todos os concursos possíveis! Aprovei na UFRJ, em 2010, 3º lugar, na CVM, em 4º, mas no mesmo ano tive algumas reprovações também. Fui trabalhar na UFRJ em 2011 e continuei a estudar. Fiz FINEP, tive aprovação, fiz Senado, sendo reprovada, fiz Petrobras, aprovei, daí fiz TRF 2ª Região e cá estou desde então. No mesmo mês fui primeiro lugar no TRF e reprovada no Senado. Preferi focar no resultado do Tribunal (hahahahaha)!
Santa Biblioteconomia- Pra terminar ,qual dica você daria para quem está começando a estudar ou já está nesse caminho há algum tempo?

Klara-  Fazer provas passadas até decorar as “fórmulas” é MUITO importante. Aprendi MUITO com provas. Coisas que nem vi na faculdade. Sempre que me deparava com algo novo, buscava na internet. Sempre atalho lendo artigos, geralmente eles têm a ideia central do que os autores falam em livros. Um artigo possui, no máximo, 30 páginas, enquanto um livro costuma ter mais de 200. As questões, de modo geral, são superficiais em provas. Procurar “chifre em cabeça de cavalo” em concurso não faz muito sentido. Teorização e problematização a gente deixa pro mestrado, hahaha. Não estou dizendo aqui que ninguém deve estudar, saber profundamente as coisas da área, não é isso! Precisamos SIM conhecer bem, ESTUDAR, PESQUISAR, porém, em se tratando de concursos a profundidade, às vezes, torna-se nociva. Você precisa saber bem um pouco de tudo e não conhecer profundamente um ou dois assuntos e acabar se dando mal nos outros. Entretanto, nada como os anos de prática. A gente vai estudando, estudando e estudando que chega uma hora que vai dominando cada vez melhor as disciplinas, visto que lemos sempre sobre elas.

Não existe mágica, como diria um professor meu “o sucesso é medido em hora bumbum/cadeira”, fica sentadinho, estudando, que uma hora vai dar certo! Determinação, Dedicação e Disposição pra mim são os 3 “Ds” do sucesso. D+D+D = V. V de Vingança? (hahaha) Talvez, vingança de tudo que te oprime pela falta do tão sonhado emprego público, porém, pra mim, não há outra interpretação: é V de Vitória! 😉
Santa Biblioteconomia – Obrigada pela entrevista Klara, você é uma inspiração pra muita gente! Sucesso sempre! (:

Aprendendo com quem sabe – Entrevista com Talita James

Hoje inicio uma nova coluna nesse humilde blog “Aprendendo com quem sabe” que vai começar entrevistando minha amiga muito querida Talita James que além de ser um pudim de amor na vida pessoal é muito competente e vitoriosa na vida profissional. Aprovada em 1° no IBGE 2013 , 3° CNJ 2013 , 4° na UNIRIO 2012 isso só pra começar o papo …… Eu particularmente ADORO saber a história de quem já chegou lá, de quem superou as dificuldades e conquistou o que queria, me dá ainda mais gás de seguir na minha luta. Espero que vocês gostem também!

 

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Na foto : Eu, Thalita Gama e a xará Talita James. ❤

 

Santa Biblioteconomia – Pra começar : Como você se interessou pela faculdade de biblioteconomia? como foi sua trajetória na universidade ?

 

Talita James – Foi meio maluco. Eu queria mesmo, durante o Ensino Médio, era cursar Desenho Industrial. Mas como as universidades exigem aprovação em prova de habilidade específica, o vestibular deixava a gente escolher uma segunda opção de curso. Li e reli o guia da UnB umas 15 vezes, e o único curso que eu achei que a descrição tinha a ver comigo foi biblio. Já era bem ratinha de biblioteca, desde muito nova, então acabei curtindo bastante o curso logo no primeiro semestre. Trabalhei durante toda a graduação, e por isso acho que podia ter levado as coisas com mais seriedade e mais calma. Mas não me arrependo! Acho que aprendi pra caramba nos estágios e empregos!!! 1/3 do currículo da UnB é aberto, então procurei pegar disciplinas de todas as áreas possíveis: música, saúde, filosofia…

 

Santa Biblioteconomia –  E como surgiu o interesse nos concursos públicos? É verdade que em Brasília todo mundo é um pouco concurseiro?

 

Talita James – Passei a graduação INTEIRA batendo no peito e dizendo que não ia fazer concurso público NUNCA na minha vida. Depois dizia que eu não ia trabalhar JAMAIS no executivo e… Bem, estão aí o Ministério da Saúde, a FUNAG, a UNIRIO e – agora – o IBGE provando o contrário. A gente paga a língua! Eu tive uma experiência ruim em alguns órgãos públicos, com profissionais que atuavam como aquele estereótipo do servidor público brasileiro, sabe? Chegavam, deixavam a bolsa na mesa e só voltavam para a sala na hora de ir embora…? Então. Aí eu sempre tive muito medo de me acomodar e ficar como essas pessoas. Mas depois trabalhei com servidores públicos que me inspiraram muito. Saí da faculdade já empregada, na área, trabalhando pra caramba. Com 2 meses de formada eu tinha um cargo de gerente. Mas o stress da iniciativa privada não me deixava fazer justamente o que eu achava que era o diferencial: me atualizar. Então os concursos passaram a ser uma opção pra mim.

Não acho que todo mundo em Brasília seja concurseiro não… Conheço muita gente apaixonada pelo que faz na iniciativa privada e que não tem a menor vontade de ser servidor público. É bacana. Tem espaço pra todo mundo. = )
Santa Biblioteconomia – Você comentou sobre algumas aprovações, fale um pouco mais sobre elas. Como foi seu método de estudo no início dessa trajetória, ele mudou em algum ponto? 
Talita James – Tenho algum orgulho em dizer que coleciono aprovações, sim. Pode parecer bem prepotente, mas a gente tem que ver a beleza e reconhecer os resultados dos nossos esforços! No início, meus estudos eram BEM bagunçados. Não tinha horário, nem método… Estudava muito em um dia e depois ficava semanas sem ler uma página que fosse. Fazia concursos na sorte, sem nem ler edital!!! Era tudo muito solto e, obviamente, não tinha resultado. Consegui aprender o tipo de material que é melhor pra mim, meus melhores horários, estabelecer uma rotina… Teve época em que meu desespero e gosto pelo estudo eram tão grandes que eu estudava no metrô, lendo meus resumos no celular. Também já cheguei a estudar com prato de comida na minha frente, mas não recomendo!!!! Não interessa se você pode estudar 15 horas ou 30 minutos por dia. O segredo é ter constância, perseverança… É preciso achar equilíbrio e manter a calma. O lance é que cada pessoa tem suas preferências na hora de estudar e limitações impostas pela rotina, questões financeiras… Gerenciar o tempo é – pra mim – o maior diferencial quando se estuda para qualquer coisa!
Santa Biblioteconomia – E você gosta de ser bibliotecária ? Sair de Brasília e vir para o RJ te ajudou como profissional?
Talita James – Amo ser bibliotecária. Tenho o maior orgulho, sou muito feliz e realizada profissionalmente. Acho impressionante a quantidade de trabalhos que a profissão me permite e me estimula a realizar! E todos os dias eu aprendo alguma coisa nova, então acho que não vou enjoar disso nunca! Sair de Brasília era um sonho. Nasci no Rio e fui criada lá, mas alguma coisa me puxava pra cá… Bem bizarro! A vinda pro Rio me ajudou profissionalmente e contribuiu muito pro meu crescimento pessoal, também. Mudei demais nos últimos 4 anos, e eu gosto mais da profissional e da pessoa que eu sou hoje. Não desgosto de Brasília, a cidade não é ruim. E também não descarto voltar pra lá: meus pais, irmãos, continuam em Brasília, assim como meus primos, um tio e uma tia… E sabemos que existem órgãos com carreiras muito boas na capital, tanto em termos de grana quanto na natureza dos trabalhos desenvolvidos. Mas acho que tenho mais qualidade de vida aqui. O Rio me faz feliz… Que nem a biblioteconomia! =)
Santa Biblioteconomia –  Você tem dado alguns cursos para quem está estudando para concursos em biblioteconomia, como está sendo essa nova fase da Talita professora?
Talita James – Pois é! Há algum tempo surgiu a oportunidade de ministrar uns cursinhos e eu acabei gostando! Acho que acabo estudando bastante e revendo o meu material todo antes de cada curso, além de fazer bastante exercício. É uma maneira diferente de aprender e fixar conteúdo. Estou curtindo bastante, e pretendo continuar com os cursos enquanto houver procura! Quem sabe, um dia, eu não faço um mestrado e viro professora de verdade?
Santa Biblioteconomia –  Quais os seus próximos planos profissionais?
Talita James – Não sei! Haha!!! Estou há pouco mais de um mês no IBGE, e ainda não sei se vou querer fazer carreira ou continuar estudando pra concurso. Meu grande sonho é trabalhar no Legislativo Federal, mas as minhas atribuições no IBGE são bem interessantes, as pessoas são muito legais e o órgão, no geral, tem um clima bom. Penso em fazer um mestrado, por causa desse lance das aulas – que eu tenho curtido muito mesmo! Mas por enquanto, a única certeza é que ALGUMA COISA eu vou estudar!
Santa Biblioteconomia –  Deixe alguma mensagem para os leitores do blog (:

Talita James –  Todo esforço é recompensado, minha gente!!! Encarem os estudos com a esperança que se tem em um investimento seguro e de longo prazo; com a seriedade que se tem com os assuntos profissionais; com o amor que se tem pela família; com a paixão que se tem por um novo amor; com e a fé que se tem no que quer que vocês tenham fé! Aliás, bibliotecários têm aquelas manias muito feias de não acreditar em si e de se diminuir! Aproveitem para ter fé em vocês mesmos, afinal, todo mundo passou no vestibular, estudou por uns 4 anos na faculdade e tem capacidade pra chegar até onde quiser! Sucesso a todos, sempre!

Thatá, muito obrigada pelo convite! Parabéns pelo blog: a cada dia mais lindo e mais interessante ! Beijos!!!!
Santa Biblioteconomia – Talita muito obrigada pelo seu depoimento, certamente vai inspirar e ajudar muitos colegas bibliotecários nessa luta dos concursos! 
Quem quiser saber mais sobre o curso da Talita que vai rolar essa semana para a prova da BN AQUI vai o link, e o twitter dela é @talitajames para seguir a menina!
Lembrando sempre que……

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Beijos

Thalita Gama