Preguiça é o medo de ser gigante

Eu escutei a frase que está nomeando essa postagem em um ciclo de mulheres e achei muito interessante e verdadeira. A preguiça no fundo é o nosso medo de ser gingante. O que você faria sem a preguiça te dominando? O quão longe você iria? O quanto você poderia conquistar? 

Por medo dos riscos e das responsabilidades da vida, podemos acabar inconscientemente com as nossas realizações. Isso se chama autossabotagem. São atitudes forjadas por uma parte de nós que não nos vê como merecedoras do sucesso ou que subestima nossa capacidade de lidar com a vitória.

Pesquisando mais sobre o assunto cheguei a esses 4 pontos de autossabotagem: 

1. Negar suas próprias necessidades: “Eu não preciso disso, não quero aquilo”

O primeiro tipo de autossabotagem, e um dos mais frequentes, é o de negar a si mesmo necessidades ou desejos. A autossabotagem se mascara sob frases como: “não me importa”, “não me agrada”, “não quero isso” ou “não me interessa”. Desta forma, a pessoa protege a si mesma de experimentar um fracasso (e aceitar que tem que trabalhar para melhorar suas capacidades) ou de experimentar o sucesso (e aceitar que pode aspirar a mais e merece o reconhecimento).

Neste caso, a autossabotagem acontece quando a pessoa nega que deseja alcançar um objetivo ou nega a si mesma uma necessidade pessoal de forma inconsciente. É muito importante detectar quando realmente um objetivo ou meta não nos interessa e quando é o medo de não estar à altura que provoca o boicote. Porque com esta diferença começamos a criar um escudo pessoal contra a autossabotagem.

2. Procrastinar: postergar e deixar para amanhã o que você pode fazer hoje

Uma das formas mais eficazes de fracassar, tanto a nível pessoal quanto profissional, é procrastinar: “tenho que fazer alguma coisa, mas farei depois”. Procrastinas é um hábito tóxico, já que provoca a falsa percepção de que “estamos nisso” quando na verdade o que estamos fazendo é postergar indefinidamente a realização de uma tarefa.

Procrastinar funciona como um escudo diante da sensação de incapacidade. É um mecanismo de defesa porque nos protege e impede de nos colocarmos à prova, e nos faz sentir que estamos no caminho em direção à nossa meta. Quando… não há nada mais equivocado que isto.

3. Não ser constante: começar, mas abandonar diante das primeiras dificuldades

A falta de constância é uma das máscaras mais frequentes da autossabotagem. A perseverança é uma capacidade que é preciso aplicar todo dia e pouco a pouco. Começar um projeto e abandoná-lo no caminho garante o fracasso e é um hábito que limita a nós mesmos.

A função da autossabotagem quando deixamos as coisas pela metade é muito clara: se você não acaba a tarefa não terá que avaliar se a fez direito ou não. Existe a possibilidade de que não saia direito e de não sabermos como administrar o sucesso. Em outras palavras, a autossabotagem também protege do sucesso as pessoas que acreditam que não merecem o triunfo pessoal, e por isso boicotam a si mesmas.

4. Criar desculpas na hora de tomar decisões: “não sei o que fazer”

Tomar decisões nos outorga um grau de responsabilidade, o qual varia em função da importância da decisão. A autossabotagem nos protege de nos sentirmos com qualquer grau de responsabilidade, e assim, nos afasta de adotar posições importantes e de poder.

Por isso, evitar tomar decisões é outra máscara por trás da qual se oculta a autossabotagem. Nos impedindo de tomar as rédeas de nossas vidas, erguer a voz e dizer com clareza qual é a nossa decisão. Além disso, este tipo de autossabotagem nos mantém no papel de espectador (e não de ator) de nossas vidas. O perigo de ser espectador de nossas vidas é que esta atitude reforça a ideia de não sermos suficientemente bons para aspirar mais.

É claro que existe a preguiça saudável, o descanso merecido, os dias livres da pressão da produtividade, isso é normal e necessário a uma vida com qualidade, bem estar emocional e mental, porém identificar até que ponto você está se deixando de lado, deixando de acreditar no seu potencial, talvez por comentários externos que te desmotivem, talvez por já ter errado no passo, ou por medo de simplesmente conseguir o que quer é um exercício e tanto. 

Todo mundo busca a felicidade, a questão é ter coragem de viver, o que significa correr riscos e assumir responsabilidades. Isso vale pros seus problemas pessoais, e também para os concursos e vida acadêmica. Conheço várias pessoas que estudam a anos para concursos e não conseguem fechar esse ciclo. Estão sempre achando que não fizeram o suficiente, compram cursos e não estudam, tem bons materiais mas não sentam a bunda para ler, pagam inscrição de prova e faltam no dia, etc

Então voltando ao título do texto, a preguiça no fundo é nosso medo de ser gigante. Preste atenção nisso e bora conquistar esse mundão. Na verdade acreditar já é metade do caminho.

*Referências usadas: Artigo

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

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